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Wall Street elogia visão cautelosa sobre cenário externo

Na avaliação de analistas em NY, ata do Copom trouxe análise precisa sobre a piora das condições internacionais

Nalu Fernandes, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2014 | 00h00

As citações sobre o cenário externo contidas na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) foram consideradas apropriadas por analistas de Wall Street. Em diversos parágrafos, a ata faz referência à incerteza derivada da turbulência dos mercados financeiros globais, que se agravou em agosto.No parágrafo 7, por exemplo, o Copom avalia que, até o momento, a confiança dos consumidores brasileiros não parece abalada pelo aumento da volatilidade no mercado financeiro, mas reconhece que ''''o cenário externo se tornou mais incerto do que se apresentava na reunião anterior, e que as mudanças de sentimento e o aumento de percepção de risco devem ser monitorados de perto''''.Uma mudança na linguagem relacionada ao cenário externo ganha destaque. Em julho, os membros do Copom citavam no parágrafo 23 da ata que a contribuição do cenário externo mitigava os riscos prospectivos para a inflação. No documento divulgado ontem, no parágrafo 24, embora os diretores afirmem que não representa risco iminente para as perspectivas de inflação, eles avaliam que ''''a contribuição do setor externo para um cenário inflacionário benigno pode estar se tornando menos efetiva''''.''''O Copom está certo em incorporar isso (a incerteza relacionada ao cenário externo). Há riscos nos mercados financeiros globais que estão desempenhando um papel crescente'''', disse o chefe de pesquisa para mercados emergentes do RBC Capital Markets, Nick Chamie.O diretor para mercados emergentes do banco WestLB, Ricardo Amorim, cita dois fatores principais que devem guiar as decisões do Copom à frente.O primeiro é observar se virão novos choques na inflação. Segundo, acompanhar a evolução da taxa de câmbio, ''''que depende do cenário externo''''. O analista cita o risco de o BC se deparar com maiores preços em virtude dos efeitos derivados do canal cambial.Para o vice-presidente do Lehman Brothers e estrategista para mercados emergentes, John Welch, uma pausa em outubro é garantida, mas ele espera novo corte de 0,25 ponto em dezembro. Enquanto o analista prevê que a Selic fechará 2007 em 11% e encerrará 2008 em 10%, ele também adverte que aumentou a probabilidade de haver necessidade de elevação do juro no próximo ano. ''''A ata precisava ser cautelosa.''''Os analistas destacam a menção no parágrafo 22 na ata de que o BC ''''considerou a opção de manter a taxa básica de juros inalterada''''. Na avaliação de Amorim, do WestLB, há incerteza, mas ele não acredita que seja o caso para o fim do ciclo de flexibilização monetária e prevê novo corte de 0,25 ponto da Selic em outubro.FRASESNick ChamieChefe de pesquisa do RBC Capital Markets''''O Copom está certo em incorporar a incerteza no cenário externo. Há riscosnos mercados financeiros globais que estão desempenhando um papel crescente''''John WelchEstrategista do Lehman Brothers''''O Copom precisava ser cauteloso''''

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