Walmart admite aquisições no Brasil

Presidente da empresa no País, no entanto, prefere não comentar a possibilidade compra das operações do Carrefour

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2011 | 00h00

Um dia depois do fracasso das negociações do Grupo Pão de Açúcar para compra das operações do Carrefour no Brasil, o presidente do Walmart no País, Marcos Samaha, não descartou a possibilidade de, no futuro, comprar redes varejistas.

"Aquisições no futuro podem voltar a fazer parte desse cenário, mas não comento sobre qualquer projeto de aquisição", afirmou ontem o executivo, ao ser questionado sobre o provável entendimento entre a maior rede varejista do mundo e o Carrefour para a aquisição da operação da rede francesa no Brasil.

Após o evento para lançamento de produtos sustentáveis promovido pela companhia, Samaha disse que a empresa tem interesse de continuar crescendo "de forma muito intensa" no Brasil. Ele lembrou as duas aquisições muito bem-sucedidas do Sonae, em 2004, e do Bompreço, em 2005. De acordo com o executivo, esses negócios valeram a pena do ponto de vista geográfico. "Outras aquisições que se enquadrem nesse ponto de vista estratégico poderão vir a ser estudadas."

Com a compra do Sonae, o Walmart passou atuar no Sul do País. Com a aquisição do Bompreço, a rede abriu o leque na região Nordeste, que despontou como um mercado consumidor voraz. De acordo com analistas de mercado, hoje o Walmart é a única rede que tem forte presença fora do Sudeste, onde a sua atuação é pequena comparada com as duas outras regiões onde ele já está. A aquisição do Carrefour, portanto, que tem forte presença no Sudeste, faria todo sentido para a expansão do Walmart.

Lojas. No entanto, Samaha ressaltou que a empresa não está contando em seu planejamento com a possibilidade de voltar às compras até que ela surja. "Estamos fortemente investindo no crescimento orgânico", disse o executivo.

Para este ano, está prevista a abertura de 80 lojas até dezembro, fruto de crescimento orgânico. Para isso será aplicado R$ 1,2 bilhão. No ano passado, foram inauguradas 45 lojas. Com isso, em 2010 a empresa foi a que mais expandiu a área de vendas tanto em número de lojas como por metro quadrado no setor supermercadista. "Somando com as lojas que serão abertas em 2011, em cinco anos foram inauguradas mais de 230 lojas", ressaltou o executivo.

Apesar de ter se esquivado das perguntas que envolviam prováveis negociações com o Carrefour, Samaha disse que trabalha em sintonia fina com a matriz da companhia. "Cada loja que é aberta no Brasil é apresentada como projeto para a matriz."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.