Walmart cria cargo para fiscalizar suborno em filial

O Walmart informou ontem que criou um novo cargo na empresa para fiscalizar o cumprimento de uma lei dos Estados Unidos que proíbe subornos a autoridades estrangeiras. A decisão foi anunciada depois que um escândalo de subornos na filial mexicana da rede varejista veio à tona e levou a uma perda de US$ 10 bilhões no valor de mercado da empresa.

REUTERS, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2012 | 03h12

A criação do cargo de diretor global de vigilância é um dos passos que a companhia tomou no último ano para gerenciar problemas de suborno quando os mesmos surgiram, afirmou o porta-voz da empresa, David Tovar, em comunicado. Tovar, porém, se recusou a dizer quando o cargo foi criado, se alguém foi nomeado para assumi-lo e quem teria sido nomeado para o posto.

No sábado, o jornal The New York Times revelou que executivos da empresa não investigaram denúncias de irregularidades na filial mexicana, nem informaram os fatos à Justiça dos dois países.

Segundo a reportagem, um advogado sênior do Walmart havia recebido um e-mail em setembro de 2005 de um executivo da filial no México descrevendo como a subsidiária, conhecida como Walmex, subornou autoridades para obter permissões para a construção de lojas no país.

Se as denúncias foram comprovadas, o Walmart poderá ser acusado de violar a Lei de Práticas Corruptas no Exterior, do Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

O Walmart afirmou que o novo responsável global de vigilância irá supervisionar cinco diretores em mercados internacionais. A empresa também estabeleceu um diretor de vigilância no México que vai se reportar ao diretor global de vigilância.

O Walmart é a maior rede de supermercados do mundo e deve alcançar US$ 444 bilhões em vendas neste ano.

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