Walmart recorreu a suborno no México, diz NYT

O Walmart recorreu ao suborno para conseguir a liberação de imóveis em regiões nobres e assim inaugurar 19 lojas no México, conforme investigação do jornal americano The New York Times. Os subornos foram realizados pela Walmex, afiliada mexicana da varejista americana.

O Estado de S.Paulo

19 de dezembro de 2012 | 02h08

O jornal publicou em abril que o Walmart havia encoberto uma investigação interna sobre pagamento de propinas na Walmex. No mês passado, a divisão anticorrupção do México informou não ter encontrado irregularidades nas licenças obtidas pela companhia no país, mas que duas auditorias ainda permaneciam em aberto.

A reportagem do The New York Times, publicada na segunda-feira no site do jornal, detalha os 19 casos específicos em que a empresa teria pago propinas para financiar sua expansão no país. Os supostos pagamentos teriam sido relacionados a licenças ambientais e leis de zoneamento que poderiam impedir a Walmex de abrir as lojas.

Uma das 19 unidades que o jornal cita foi construída perto das ruínas de Teotihuacan, uma parque arqueológico que fica 48 quilômetros ao Norte da Cidade do México. Em 2004, quando a Walmex anunciou os planos de erguer a loja, uma onda de protestos foi deflagrada pela opinião pública mexicana, em defesa do patrimônio histórico nacional.

Em comunicado divulgado na noite de segunda-feira, o porta-voz da companhia, David Tovar, disse que o Walmart já estava analisando as denúncias publicadas pelo jornal, como parte de uma investigação iniciada há mais de um ano sobre possíveis violações da lei americana de práticas de corrupção no exterior.

"Agora, a investigação ainda está em curso e nós não chegamos às conclusões finais", disse Tovar, acrescentando que a companhia tem tomado medidas para melhorar seus programas de adequação a regras (também conhecido como compliance).

Em novembro, o Walmart afirmou que incluiria as filiais do Brasil, China e Índia na investigação interna sobre denúncias de subornos. Na ocasião, o vice-presidente financeiro e outros funcionários na unidade indiana da varejista também foram suspensos como parte da investigação./REUTERS

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