Wells Fargo e JPMorgan anunciam lucro acima do previsto

Em meio à crise financeira, bancos de investimento dos EUA conseguem faturar acima das expectativas

Agência Estado,

15 de outubro de 2008 | 12h53

Os bancos de investimento dos Estados Unidos Wells Fargo e JPMorgan Chase anunciaram nesta quarta-feira, 15, faturamentos que superaram as expectativas dos analistas. No caso do primeiro, o lucro por ação caiu 23% no terceiro trimestre, para US$ 0,49, sendo que a previsão era de US$ 0,42. Já o JPMorgan faturou US$ 0,11 por ação no mesmo período, quando o esperado pelos analistas era um prejuízo de US$ 0,17. Na bolsa de Nova York, os papéis das instituições financeiras subiram logo após a divulgação dos números.   Veja também: Na Índia, Lula defende união mundial contra crise financeira Consultor responde a dúvidas sobre crise   Como o mundo reage à crise  Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Especialistas dão dicas de como agir no meio da crise A cronologia da crise financeira  Dicionário da crise    O Wells Fargo registrou queda de 22% no lucro líquido, para US$ 1,64 bilhão, em comparação com US$ 2,17 bilhões no mesmo período do ano passado. O lucro por ação no terceiro trimestre de 2007 havia sido de US$ 0,64. A receita total cresceu 5,4%, para US$ 10,38 bilhões.   Já o JPMorgan registrou queda de 84,5% no seu lucro líquido, para US$ 527 milhões (US$ 0,11 por ação), de US$ 3,4 bilhões (US$ 0,54 por ação) no mesmo período do ano passado. A receita caiu para US$ 14,74 bilhões, de US$ 18,4 bilhões. Com a aquisição do Washington Mutual, o banco registrou US$ 3,6 bilhões em baixas contábeis e US$ 649 milhões em perdas, à medida que continuou sofrendo deterioração em sua carteira de empréstimos hipotecários.   Unidade de investimento   Os ganhos da unidade de banco de investimentos do JPMorgan triplicaram e a receita subiu 37%. O lucro da unidade de varejo caiu 61% e a receita cresceu 16%, enquanto no ramo de banco comercial os ganhos subiram 21% e a receita cresceu 11%. Grandes quedas nos ganhos também foram vistas nos segmentos de administração de ativos e de cartões de crédito do JPMorgan.   Entre os itens extraordinários que compuseram o resultado do JPMorgan no terceiro trimestre estão uma despesa de US$ 1,2 bilhão para se ajustar a reservas contra perdas com empréstimos e uma perda de US$ 642 milhões com ações preferenciais das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac. As provisões contra perda com crédito mais do que dobraram em relação ao mesmo período do ano passado, para US$ 3,81 bilhões.   'Melhores que concorrentes'   O Wells Fargo informou que teve US$ 0,13 por ação em baixas contábeis com investimentos na Fannie Mae, na Freddie Mac e no Lehman Brothers e despesas de US$ 0,10 por ação para aumentar suas reservas para crédito em US$ 500 milhões, levando o total para US$ 8 bilhões. Por outro lado, a receita teve crescimento em meio ao aumento dos empréstimos e dos depósitos.   "Nossa força, segurança e desempenho financeiro continuam favoráveis em comparação com nosso pares", disse o executivo-chefe do banco, John Stumpf. O executivo acrescentou que a instituição, que na semana passada venceu o Citigroup na concorrência para comprar o Wachovia, espera completar o acordo no fim deste ano e que a estratégia "disciplinada de aquisições da empresa "não vai mudar".   O banco afirmou que continua prevendo inadimplência "crescente, à medida que as tendências negativas do crédito causam impacto no desempenho dos empréstimos".   Depois de algum tempo evitando fazer grandes aquisições, o Wells Fargo entrou em cena há algumas semanas, quando anunciou um acordo para comprar o Wachovia por cerca de US$ 15 bilhões, após o Citigroup concordar com um acordo apoiado pelo governo para comprar o banco por US$ 2,1 bilhões. O Wells Fargo afirmou que terá de lidar com aproximadamente US$ 74 bilhões em perdas e baixas contábeis com a compra do Wachovia e suas problemáticas carteiras de empréstimos. As informações são da Dow Jones.

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