Whirlpool faz acordo de R$ 1 bi com Banco Safra

Fabricante de eletrodomésticos americana vai pagar a quantia ao banco para encerrar processo aberto na Justiça brasileira há 22 anos

Sonia Racy, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

A fabricante de eletrodomésticos Whirlpool fechou um acordo de quase R$ 1 bilhão com o banco Safra para encerrar uma ação judicial movida pelo banco. Segundo fato relevante, emitido pela multinacional americana, o Safra vai receber R$ 958,5 milhões, em duas parcelas fixas. A primeira vence dia 15 de julho e a segunda, dia 16 de janeiro de 2012.

Para fazer esse pagamento, a multinacional, dona das marcas Brastemp e Consul no Brasil, usará recursos já disponíveis. Também de acordo com o comunicado da Whirpool, "a solução definitiva desse litígio elimina a potencial exposição da Companhia a uma condenação cujo valor máximo poderia ser de aproximadamente R$ 1,9 bilhão". O acordo ainda está sujeito à aprovação da Justiça brasileira.

A disputa entra o banco e a empresa já dura 22 anos, e foi gerada por um empréstimo feito pelo Safra à Embraco, antiga subsidiária da Brasmotor, posteriormente comprada pela empresa americana. O empréstimo não foi pago e quem acabou herdando a pendência foi a Whirpool. Um tribunal brasileiro condenou a Whirlpool em 2000, mas o grupo americano afirmou que permanecia em aberto o valor final de pagamento, questionando seus vários fatores de cálculo.

Além do pagamento ao Safra, a Whirlpool informou que vai registrar um outro encargo de cerca de US$ 439 milhões para "proteger" o acordo. O acerto com o Safra reduzirá os lucros da companhia americana em US$ 290 milhões, ou US$ 3,70 por ação, de acordo com a própria empresa. Consequentemente, ela espera agora que seus lucros em 2011 variem de US$ 8,30 a US$ 9,30 por ação, ou de US$ 12 a US$ 13 dólares por ação, excluindo o acordo.

Em nota, o presidente da Whirlpool disse que "dada a recente oportunidade para fechar esse caso, e considerando profundamente todas as circunstâncias, as incertezas e potenciais perdas, foi uma decisão prudente e no melhor interesse da companhia e dos seus acionistas terminar esse caso agora". /COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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