Windows e Office geram quase todo o resultado da empresa

Analistas têm dúvidas de que essas duas divisões consigam manter a rentabilidade diante das mudanças do mercado

O Estado de S.Paulo

18 de novembro de 2011 | 03h04

Não há dúvida de que a maior parte do poder de lucratividade da Microsoft - e, portanto, do seu valor - ainda está na divisão Windows e na divisão empresarial. Nos últimos 12 meses, por exemplo, a divisão empresarial proporcionou US$ 14,4 bilhões em lucro operacional, e o Windows trouxe outros US$ 12,2 bilhões. Juntas, as duas divisões responderam por quase toda o lucro operacional da empresa, pois o pequeno ganho das unidades Xbox e servidores e ferramentas foi compensado por perdas nos serviços online e nas despesas corporativas gerais.

Ainda assim, com duas turbinas de dinheiro tão poderosas presas às suas asas, por que a Microsoft tem o seu valor estimado pelos acionistas num patamar tão inferior ao de empresas comparáveis? O principal motivo parece ser o ceticismo quanto à possibilidade de essas turbinas continuarem a trazer dinheiro no ritmo de sempre - somado à frustração diante da lentidão dos administradores em responder a novas ameaças competitivas.

Um exemplo é o ramo dos smartphones, que são cada vez mais usados pelas pessoas para navegar pela internet, acessar o e-mail, jogar games e desempenhar outras atividades para as quais antes era necessário ter um PC.

No início, a Microsoft estava entre as principais distribuidoras de sistemas operacionais para smartphones, mas perdeu a maior parte do seu espaço para o iPhone, da Apple, e para os aparelhos da plataforma Android, do Google. A empresa de pesquisas Gartner estima que a Microsoft tenha ficado com menos de 2% das vendas globais de smartphones no segundo trimestre.

Mas a empresa - e alguns de seus analistas - acredita que a situação pode ser revertida, principalmente com o lançamento do Windows Phone 7.5 (apelidado de "Mango") e com a decisão da Nokia de desenvolver todos os seus novos smartphones tendo em vista o sistema operacional da Microsoft. A firma de pesquisas IDC prevê que o Windows Phone ficará com 20% do mercado de smartphones até 2015.

"Eles estão atrasados, mas ainda há tempo de virar o jogo", disse Parakh. "Ainda há muito potencial de crescimento nos smartphones." Os tablets e leitores de livros eletrônicos, do iPad da Apple ao Kindle da Amazon, são outra ameaça ao duopólio Windows-Office, alicerçado no mercado de PCs. / THE SEATTLE TIMES

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