WorldCom põe seguradoras européias em risco

As seguradoras européias confirmaram hoje sua exposição à dívida da WorldCom, mas é o declínio acentuado das ações puxado pelas empresas de telecomunicações dos EUA que representa o maior risco para as seguradoras. A queda dos mercados reduziu o valor dos ativos das carteiras das seguradoras européias, o que atinge os seus níveis de solvência, ou ativos livres. As autoridades reguladoras exigem que as seguradoras detenham um montante mínimo de capital em relação a seus passivos, o que é chamado de margem de solvência. Isto permite que os seguradores honrem os passivos e continuem aceitando novos negócios. As ações das seguradoras européias, que já caíram significativamente este ano, acenturaram sua queda hoje. Enquanto a exposição à WorldCom é um motivo de preocupação, o principal temor é de que uma maior queda dos mercados abale as carteiras e pressione os níveis de solvência abaixo do permitido. As seguradoras menores preocupam mais do que as grandes. A Prudential PLC, da Grã-Bretanha, informou que sua exposição à dívida da WorldCom no fim de 2001 era de cerca de US$ 150 milhões, enquanto a francesa AXA disse que tem exposição bruta de cerca de US$ 40 milhões. Um fundo de administração de recursos da AXA tem participação de cerca de 10,9% na WorldCom, estimada em US$ 531 milhões. A holandesa Aegon NV reiterou sua estimativa de exposição de US$ 200 milhões à WorldCom divulgada em maio. A Swiss Re não quis comentar sua exposição à WorldCom. As maiores seguradoras da Grã-Bretanha, como a Prudential, não devem enfrentar dificuldades enquanto o índice FTSE-100, da Bolsa de Londres, não cair a 3.500 pontos, prevê Bob Yates, analista do setor de seguros europeu. Segundo ele, as seguradoras menores podem enfrentar problema com o FTSE-100 em 4.300 pontos. No fim do pregão de hoje, o FTSE-100 caía 101 pontos para 4.529 pontos.

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