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WSA reduz previsão de queda no consumo mundial de aço

Melhora na previsão para este ano é causada pelo forte crescimento na demanda do metal na China

Natália Gómez, da Agência Estado,

13 de outubro de 2009 | 13h43

A Worldsteel Association (WSA), Associação Mundial de Aço, prevê uma queda de 8,6% no consumo mundial de aço em 2009, para 1,104 bilhão de toneladas, depois de uma queda de 1,4% em 2008. A previsão é melhor do que a divulgada em abril deste ano, quando a entidade previu queda de 14,1% no consumo global deste ano. "A melhora é causada pelo crescimento excepcionalmente forte na demanda de aço na China", informou a entidade em comunicado divulgado ontem. Para 2010, a associação prevê uma alta de 9,2% no consumo de aço para 1,206 bilhão de toneladas.

 

A China deve ter uma alta de quase 19% no consumo em 2009 e de 5% em 2010. As economias emergentes devem ter queda de 17% em 2009, mas devem ter aumento de 12% em 2010. Nos países desenvolvidos, onde o consumo cairá 34% em 2009, a recuperação deve ser de 15% em 2010. Mesmo assim, a WSA afirmou que a retomada da demanda no ano que vem será moderada. "As economias emergentes, em especial a China, serão o fator crítico para impulsionar a demanda no curto prazo", informou no comunicado o presidente do comitê econômico do WSA, Daniel Novegil.

 

Ele ressaltou que ainda existem incertezas sobre a recuperação da economia, que pode variar de acordo com qualquer redução dos estímulos dados pelos governos. "Esta incerteza existe particularmente para a economia chinesa em 2010 porque a recuperação de 2009 foi possibilitada pelas fortes políticas de estímulo do governo local."

 

Na China, o consumo aparente deve crescer 18,8% para 526 milhões de toneladas. O país vai representar 47,7% do consumo mundial. Sem os chineses, o consumo no mundo teria caído 24,4% neste ano. A Índia deve apresentar crescimento de 8,9% e 12,1% em 2009 e 2010, respectivamente. Na região do Nafta, deve ocorrer uma queda de 35,8% no consumo em 2009, seguida por uma alta de 17,1% em 2010. Nos Estados Unidos, a queda deve ser de 38,7% para 60 milhões de toneladas em 2009, após um declínio de 8,2% em 2008. No ano que vem a recuperação no país deve ser de 18,8%, para 72 milhões de toneladas.

 

Na União Europeia, o consumo deve cair 32,6% para 122 milhões de toneladas. Em 2010, deve crescer 12,4%. Tanto na Nafta quanto na União Europeia, o consumo em 2010 deve voltar ao volume registrado em 1991. Segundo o WSA, isso demonstra a severidade do impacto da crise sobre a indústria siderúrgica. No Japão, o consumo deve cair 31,3% neste ano, antes de crescer 15,8% em 2010, para 61 milhões de toneladas. Na Comunidade de Estados Independentes (CIS), o recuo deve ser de 30,8% em 2009, com crescimento de 8,2% em 2010. Para a América Central e do Sul, a entidade prevê queda de 24,4% em 2009 e alta de 9,7% em 2010.

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