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WTorre construirá cidades

Primeiro projeto é de 2,4 mil casas no sudeste do Pará

Marianna Aragão, O Estadao de S.Paulo

23 de novembro de 2007 | 00h00

O grupo imobiliário e de engenharia WTorre anunciou ontem sua entrada no segmento residencial, com o lançamento de um empreendimento com Valor Geral de Vendas de R$ 1,1 bilhão em Paraupebas, sudeste do Pará. Em um projeto ousado, a companhia, por meio da recém-criada subsidiária Guanandi, vai erguer 12 mil unidades nos próximos três anos. Além disso, a empresa pretende construir toda a infra-estrutura de urbanização do empreendimento - iluminação pública, tratamento de água e esgoto e criação de ruas e áreas institucionais para lazer, escolas e hospitais. Em três anos, a companhia estima que o setor residencial represente de 10% a 15% dos negócios do grupo.Até o fim do ano que vem, a empresa quer entregar as primeiras 2,4 mil casas na região. A cidade de Paraupebas, com 130 mil habitantes, foi escolhida pela proximidade com a mina de Carajás, explorada pela Companhia Vale do Rio Doce. A mineradora tem 4 mil funcionários diretos no local. "O projeto tem por finalidade atender a uma previsão de expansão expressiva da região, que já cresce 19% ao ano", diz o diretor de operações da Guananbi, Felipe Younes.O segundo projeto da companhia será nos mesmos moldes: um projeto urbanístico com 8 mil casas próximo ao Porto de Rio Grande (RS). A construção de núcleos urbanos próximos a grandes empreendimentos industriais é uma estratégia da WTorre para entrar no mercado residencial. "Há uma grande demanda reprimida de habitação no interior do País", diz o vice-presidente, Paulo Remy. Segundo Remy, não haverá incentivos dos governos na construção da infra-estrutura local, mas uma parceria para viabilizar licenças e aprovações.As casas no Pará terão área de 53 a 150 metros quadrados. Os preços ainda não estão definidos. Mas, segundo os executivos, as habitações poderão atender famílias com renda a partir de quatro salários mínimos, por meio de financiamento de até 300 meses. A empresa desenvolveu um tecnologia de construção modular e em larga escala que permitirá entregar as casas num ritmo de até 480 unidades por mês - ou 24 por dia. "É um modelo que se adapta a qualquer região do País", explica a diretora-superintendente da Guanandi, Sandra Ralston.

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