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WTorre se une a árabes para erguer complexo de US$1 bi na Ásia

A brasileira WTorre anunciou nestaquinta-feira a criação de uma subsidiária nos Emirados ÁrabesUnidos com a ajuda de investidores locais, que dividirão com aempresa meio a meio a construção de um complexo de 1 bilhão dedólares no país do Oriente Médio. O empreendimento da WTorre Emirates Construction LLC seráem uma área de quase 1 milhão de metros quadrados em Sharjah,um dos sete emirados do país que vive um boom imobiliário. Ocomplexo "Desert Rose" deve ficar pronto em 2010 e contará comedifícios comerciais, centros de convenção e unidadesresidenciais entre mais de 20 tipos diferentes de edificações. "Nessa região faltam empresas de construção locais paratocar obras. Vamos ao Oriente Médio para prestar um serviço deconstrução e abrir essa porta em um mercado que está crescendocom muita força, assim como o nosso", disse a jornalistas ovice-presidente da WTorre, Paulo Remy. "Essa operação é diferente do que fazemos no Brasil, nãotem nada de desenvolvimento imobiliário. Não estamos tirando ofoco daqui para transferir a outro lugar", afirmou o executivo,que estimou em 40 por cento a participação da empreitada noOriente Médio sobre o faturamento total do grupo já em 2008. O potencial nos Emirados Árabes Unidos foi visto nadeterminação do governo local de investir pesadamente nospróximos anos na construção de empreendimentos do chamado"setor verde", que tem relação com horticultura, agricultura efloricultura em uma região cuja paisagem é dominada pordesertos e pelo clima árido, de até 50 graus. Representante de empresários árabes que investirão naconstrução do complexo árabe, Najieb Khoory afirmou que ainiciativa junto à WTorre poderá se estender a outros países daregião, como Arábia Saudita, Kuwait e Bahrein. Ele também nãodescarta injetar recursos no Brasil. "Nunca tinha vindo ao Brasil porque antes não havia vôodireto, durava dois dias a viagem. Agora que estou vendo commeus próprios olhos, penso que há boas oportunidades por aqui eem janeiro empresários de lá devem vir para avaliar", disseele, representante de empresários ligados principalmente aoagronegócio e que investem em construção pela primeira vez.

MAURÍCIO SAVARESE, REUTERS

29 de novembro de 2007 | 19h14

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