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Xbox e PlayStation entram em guerra e Nintendo assiste de longe

Gigantes do mercado de videogames mostram suas armas para conquistar os jogadores

12 de junho de 2013 | 11h06

 

LOS ANGELES - A partida mais importante dos últimos anos no setor de videogames já começou, na Feira de Eletrônicos de Los Angeles, cenário escolhido pela Microsoft e Sony para convencer os jogadores tradicionais de que o futuro dos consoles passa por novos dispositivos.

Os debutantes Xbox One e PlayStation 4 conquistaram corações no centro de convenções da cidade californiana separados apenas por um estreito corredor, uma fronteira que simboliza o limite entre poderosas facções que se enfrentam em um universo de jogos no qual a guerra já foi declarada.

Para a batalha inicial, os adversários não deixaram de utilizar assessórios que protagonizaram as edições passadas do E3 e regressar às origens, com os quadros gráficos, tramas apocalípticas, ação militar, conspirações e a ficção científica cinematográfica.

Basta um passeio pela feira esta semana para comprovar que a Microsoft e a Sony se lançaram simultaneamente à tarefa de seduzir o mesmo perfil de usuário, o jogador que gosta de controlar o realismo da tela sentado no sofá para viver uma aventura só ou acompanhado.

Kinect, o periférico de sucesso que permite manejar o Xbox com a voz o e gestos, tem presença tímida no E3, depois de três anos sendo a estrela da Microsoft. Um caso semelhante ocorre com o controle sem fio da Sony e o fenômeno do 3D, que a empresa japonesa se encarregou de vender como uma revolução em 2011.

Também parece não florescer a realidade aumentada, que continua ocupando um nicho reduzido do mercado depois que a Sony anunciou com entusiasmo na feira do ano passado o 'Livro dos Feitiços', aprovado por J.K. Rowling.

Nem a Nintendo dedicou um segundo sequer para falar da realidade aumentada. Mas, a presença escassa dessas tecnologias não é sinônimo de que elas caíram no esquecimento. Apenas confirma uma mudança de estratégia dos grandes atores do mercado, especialmente a Microsoft e a Sony.

As duas gigantes sabem que serão os jogos espetaculares e viciantes que vão vender seus novos consoles. O Xbox One chegará ao mercado em novembro por US$ 499 e o Play Station 4 vai custar US$ 100 a menos. Diferença de preço que pode ser determinante, embora a compra do Xbox inclua o novo Kinect.

Tudo aponta que a técnica de venda da Microsoft busca colocar um Kinect na casa de quem mais horas joga videogame e mais jogos compra.

A comunicação da Sony para o E3 até agora foi mais enigmática e tomou a dianteira da Microsoft após seu evento de apresentação, no qual lançou uma ofensiva para por em evidência a sua rival ao comentar, entre outras coisas, que o Play Station 4 permitirá aos usuários trocar jogos de segunda mão.

O presidente da Sony Computer Entertainment America, Jack Tretton, confirmou a possibilidade mas deixou claro que a decisão de bloquear ou não os jogos usados é dos desenvolvedores do software. A Microsoft

Confirmou que com o Xbox One ocorrerá o mesmo.

A Nintendo, sabendo que este ano o foco está nos seus competidores, manteve-se fiel ao seu estilo e apostou mais em Mario e Zelda com os títulos "Super Mario 3D World", "Mario Kart 8" e "The Legend of Zelda: The Wind Waker HD", todos disponíveis para Wii U, que também contará com "Assassin's Creed IV Black Flag", "Watch Dogs" e "Batman: Arkham Origins".

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