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Xerox Brasil se reestrutura e corta 2 mil empregos

Depois de 15 meses de turbulências, enfrentadas no exterior com rescaldos no País, a subsidiária brasileira da Xerox, que fatura R$ 2 bilhões ao ano, terminou no mês passado um doloroso processo de reestruturação local. Cortou 2 mil empregos, quase metade dos 4,5 mil que tinha antes, acaba de transferir para o Banco Itaú a carteira de financiamento para seus clientes e, a partir de agora, não vai mais alugar, apenas vender suas máquinas e serviços tecnologia da informação."Mudamos o modelo do negócio no País. Era uma questão de sobrevivência da empresa e para os empregados que ficaram", disse o presidente da Xerox Brasil e vice-presidente da corporação mundial, Guilherme Bettencourt. Com o acordo montado com o Itaú, em vigor desde abril, a empresa poderá se concentrar no seu negócio principal, com o lançamento de novos produtos e serviços. Cerca de 20 estão previstos para este ano. Além disso, a empresa provavelmente repetirá o volume de US$ 150 milhões em exportações feitas no ano passado, com importações equivalentes a US$ 300 milhões.A crise da corporação afetou a subsidiária local. Há quase dois anos, a corporação acumulou endividamento de US$ 13 bilhões e perdeu lucratividade. Para reduzir o endividamento e debelar os problemas de liquidez, vendeu ativos no mundo, dentre eles um fábrica em Resende (RJ), e decidiu deixar a atividade de financiamento direto de equipamentos, na qual funcionava quase como um banco. Além disso, abandonou negócios deficitários, demitiu pessoal, reduziu estruturas hierárquicas e reorganizou processos internos.Medidas semelhantes foram adotadas no mercado brasileiro, como terceirização de atividades e eliminação de cargos intermediários foram cortados. Ainda no mercado externo, a Securities and Exchange Comission (SEC, comissão de valores mobiliários local) abriu processo contra a Xerox Corp. por ter supostamente antecipado o reconhecimento de receitas entre 1997 e 2000, o que já foi resolvido, diz Bettencourt, mediante acordo entre a companhia e o órgão.A turbulência enfrentada agora é passado, argumenta o executivo, e há sinais para comemorar. A corporação ainda não registrou lucro líquido, mas depois de cinco trimestres de perdas operacionais, está gerando lucro operacional. "Isto é um claro sinal de que as medidas estão dando certo", disse o executivo, citando que a corporação mundial tinha US$ 4,7 bilhões em caixa no fim do trimestre e que a dívida líquida havia encolhido cerca de 15%. No Brasil, os números do balanço não podem ser revelados, mas Bettencourt assegura que a fase de fortes ajustes terminou.

Agencia Estado,

02 de maio de 2002 | 18h04

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