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Xerox diz que revisão contábil não tem impacto em seu caixa

A Xerox do Brasil divulgou nota esta tarde informando que a empresa reconhece uma diferença de US$ 1,9 bilhão entre as receitas contabilizadas pela empresa no período de 1997 a 2001, mas reitera que isso poderá ser revertido nos próximos anos e que não houve nenhum impacto no seu caixa. A nota refere-se à revisão contábil que a matriz norte-americana comunicou hoje ao mercado financeiro. Segundo a empresa, a revisão reflete ?as mudanças na contabilidade de leasing da companhia?, e como conseqüência disso, cerca de US$ 1,9 bilhão em receita, reconhecida contabilmente em períodos anteriores, será reconhecida nos resultados futuros da companhia a partir deste ano. ?O valor monetário dos contratos de clientes não foi mudado e não há impacto no caixa, no que diz respeito às contas recebidas e a receber da companhia?, diz a nota.?A Xerox encerra hoje um difícil capítulo em sua história?, informa ainda a empresa, acrescentando que conseguiu sanar problemas contábeis que tinha junto à SEC (Comissão de Valores Mobiliários norte-americana). ?Estamos determinados a assegurar a completa integridade em nossos reportes financeiros", afirmou Anne Mulcahy, chairman e CEO da Xerox.Xerox do BrasilO presidente da Xerox do Brasil e membro do board mundial da companhia, Guilherme Bettencourt, acredita que o mercado financeiro "recebeu bem" as explicações que a empresa divulgou hoje. Ele afastou qualquer semelhança com os problemas registrados com empresas como Enron ou WorldCom, garantindo que no caso da Xerox a mudança resultou de negociação com a Securities and Exchange Comission (SEC) durante mais de um ano e meio. "O que houve é que havia entendimentos diferentes entre a Xerox e os técnicos da SEC referentes às receitas de vendas, locação e serviços, mas a empresa preferiu aceitar os critérios da agência norte-americana para que a polêmica fosse encerrada", disse ele. No caso dos balanços referentes ao período de 1997 a 2000, segundo Bettencourt, houve uma diferença negativa de US$ 1,3 bilhão, que foi reconhecida pela companhia. A Xerox mundial estornou o equivalente a US$ 6,4 bilhões em vendas no período, contabilizando operações equivalentes de R$ 5,1 bilhões como aluguel e serviços. Notícia divulgada hoje pelo Wall Street Journal apontava que a empresa teria perdas de US$ 6,4 bilhões, mas o número correto admitido pela companhia é o de US$ 1,3 bilhão, que é a diferença entre os dois tipos de operações (vendas e aluguel), mas sem afetar em nada o caixa da companhia. "A declaração de hoje já foi protocolada na SEC americana e foi bem aceita pelo mercado", garantiu o presidente da filial brasileira, que é a terceira maior unidade da multinacional. Bettencourt explicou que a Xerox tem três formas básicas de receitas: vendas de equipamentos, contratos de leasing e serviços prestados aos seus clientes. Como as operações da Xerox têm prazo médio de quatro anos, a empresa contabilizava as receitas pelo período com base no fluxo projetado durante esse período. "Era uma decisão agressiva da empresa, conhecida do mercado, mas a Xerox resolveu mudar essa prática", disse o executivo. No ano passado a Xerox mundial registrou faturamento de US$ 17 bilhões e após cinco trimestres seguidos de prejuízo, a empresa voltar a registrar lucro nos dois últimos. Os resultados, segundo Bettencourt, ficaram dentro das expectativas dos analistas do mercado financeiro. O executivo disse que a empresa não fornece os dados isolados referentes ao mercado brasileiro.

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