´Xô, CPMF´ cria calculadora virtual do imposto

A campanha ´Xô, CPMF´ criou, em seu site, a chamada Calculadora da CPMF, uma contagem que mostra quanto os brasileiros pagaram de Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira até o presente momento. O site traz também o calculo fechado desses pagamentos em 2005 e 2006.O movimento para acabar com a CPMF, que tem como coordenador nacional o deputado federal Paulo Bornhausen (PFL-SC), foi lançado por mais de 50 entidades na quinta-feira da semana passada, em São Paulo. Com o lema ´Xô, CPMF´, a campanha tem o objetivo de pressionar o governo a extinguir o tributo, criado em 1993 para arrecadar recursos para a área da saúde. Entre as entidades que apóiam o movimento estão a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio/SP, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/SP) e a Câmara Americana de Comércio (Amcham)."Essa é uma luta pelo resgate da estabilidade jurídica", disse o presidente do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis (Sescom), José Maria Chapina Alcazar. Segundo ele, a prorrogação da contribuição, que foi criada por prazo determinado e em caráter provisório, põe em risco a segurança jurídica no País. A CPMF tributa em 0,38% as operações financeiras. Com isso, a União arrecada cerca R$ 32 bilhões por ano.Para o presidente da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB), Alencar Burti, o tributo continua sendo prorrogado porque o governo não controla as suas despesas. "Precisamos baixar o custo do Estado para que a perda de receita seja compensada", afirmou Burti, que assumirá a presidência da ACSP nesta semana, com a saída de Guilherme Afif Domingos.O site, também lançado na quinta, pretende conseguir adesões para realizar um protesto em São Paulo nos próximos meses. Segundo Alcazar, do Sescom, a Força Sindical e outros sindicatos de trabalhadores já demonstraram interesse em participar.A expectativa é de que a mobilização nacional possa evitar mais uma prorrogação do tributo, no fim deste ano. "Foi assim que derrotamos, em 2005, a MP 232, que aumentaria a carga tributária dos prestadores de serviços."Para Burti, a experiência da MP 232 vai servir de inspiração para a campanha contra a CPMF. "O movimento contra a MP 232 foi uma amostra de que, quando a sociedade se organiza, é possível se mudar alguma coisa."

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.