Aline Bronzati/Estadão
Aline Bronzati/Estadão

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

XP vê alta de 119% no lucro no 3º trimestre, para R$ 570 milhões

Corretora se pronunciou sobre transferência de fatia do Itaú a acionistas e afirmou que movimento poderá ser positivo

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

09 de novembro de 2020 | 20h01

O grupo XP anunciou nesta segunda-feira, 9, uma alta de 119% no lucro líquido do terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 570 milhões. O resultado é justificado pelo aumento no total de ativos sob custódia, que cresceram 61% e atingiram R$ 563 bilhões ao fim de setembro. 

O total de clientes ativos chegou a 2,65 milhões ao fim do terceiro trimestre, avanço de 72% em relação ao mesmo período do ano passado. As receitas totais passaram de R$ 2,2 bilhões de julho a setembro, com alta de 55%, na mesma comparação.

O diretor financeiro da XP Inc., Bruno Constantino, disse que a melhora do lucro não encerra a jornada de busca de escala da corretora, que continuará a tentar tirar clientes dos bancos. Segundo o executivo, à medida que ganha um porte maior , a XP consegue oferecer mais vantagens aos clientes, tornando-se mais competitiva. 

“Nosso modelo de negócios é diferente. Nos vemos como uma empresa de tecnologia que atua no mercado financeiro”, disse. “Por isso zeramos recentemente a taxa de corretagem em ações na Rico e em 75% na XP. Temos escala para estimular mais o mercado, democratizar e trazer novos investidores para a plataforma.”

Ações do Itaú

Um dos principais sócios da XP é hoje também um de seus principais concorrentes: o Itaú. Na semana passada, o maior banco da América Latina anunciou que repassaria as ações que detém na XP (equivalentes a 46% do capital) a seus acionistas. O movimento é uma forma de, aos poucos, a instituição deixar de ser sócia da corretora. A participação do Itaú na XP é avaliada em cerca de R$ 130 bilhões.

Segundo Constantino, essa transferência não deve ter impacto do ponto de vista de concorrência para a plataforma, mas pode ser benéfica em termos de governança para a empresa.

“Não muda nada, na minha visão. Os controladores do Itaú são os mesmos e a participação, saindo de dentro do banco para a Newco, não muda nada do ponto de vida de concorrência. O que poderia mudar, e não posso dizer que sim ou não, seria uma melhora na governança corporativa da XP Inc.”, disse.

“Essa reorganização do Itaú, que ainda não está sacramentada, se for na direção de dirimir e melhorar esses conflitos e a governança da XP, seria algo positivo para a XP e para o ambiente competitivo do mercado, o que é do interesse do Banco Central”, afirmou. O executivo disse também que o ajuste daria um grau de liberdade para o grupo XP continuar competindo e crescendo, graças à melhora de governança.

Tudo o que sabemos sobre:
XP Investimentos

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.