Xstrata confirma conversas com rivais

Grupo suíço vem sendo apontado como alvo de outras empresas

O Estadao de S.Paulo

13 de dezembro de 2007 | 00h00

A mineradora suíça Xstrata confirmou ontem, em comunicado divulgado em sua página na internet, que vem discutindo com outras empresas "tópicos de interesse mútuo", como a consolidação da indústria. A empresa afirma que está permanentemente estudando oportunidades dentro do setor que possam beneficiar seus acionistas. A mineradora diz, no entanto, que essas conversas ainda não resultaram em nenhuma proposta formal de compra ou venda, e não há nenhuma certeza de que as negociações se tornarão efetivamente alguma oferta.A Xstrata, a sexta maior mineradora do mundo, vem sendo nos últimos dias objeto de reportagens, especialmente da imprensa britânica, que a colocam como potencial alvo de compras de outras mineradoras. A Vale e a Anglo American são apontadas como as potenciais compradoras. Ontem, a Vale voltou a afirmar que não fez oferta de compra pela Xstrata. O diretor de Relações com Investidores da mineradora brasileira, Roberto Castello Branco, disse que a companhia tem obrigação de avaliar oportunidades de novos projetos e aquisições no mercado, mas que até o momento não tomou nenhuma iniciativa concreta para a compra desta ou de outra empresa.As negociações envolvendo a Xstrata acontecem em meio a um novo processo de consolidação do setor, diante de um ambiente de crescimento acelerado da demanda por commodities, mas também de forte alta nos custos. Atualmente, a anglo-australiana BHP Billiton, maior mineradora do mundo, tenta adquirir a também anglo-australiana Rio Tinto, a terceira maior. A oferta da BHP, anunciada em novembro, chega a US$ 140 bilhões. Mas a direção da Rio Tinto já a recusou, alegando que subvalorizava a empresa.A Xstrata, que vem assumindo fortes posições em cobre, carvão, ferro-cromo, vanádio e zinco, sempre priorizou o aumento do valor para os acionistas. No ano passado, quase metade do seu lucro operacional de US$ 8,3 bilhões foi gerado a partir de acordos no valor de US$ 19,6 bilhões - resultado da aquisição da Cerrejon Coal, Tintaya Copper e Falconbridge.O preço da ação da companhia tem subido constantemente. Cinco anos atrás, o papel era negociado a 380 pence. Há um ano seu valor atingiu £ 25,50 e, nos últimos seis meses, tem sido negociado acima de £ 30 (fechou ontem a £ 37,07).

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