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Yahoo está na mira do Google e da Microsoft

Concorrentes estudam apoiar outros investidores em propostas pelo portal

THE NEW YORK TIMES, O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2011 | 03h06

Enquanto um conjunto de potenciais compradoras forma um círculo em torno do Yahoo, várias das maiores empresas do Vale do Silício avaliam a possibilidade de se juntar à disputa.

A Microsoft e o Google analisam os prós e os contras de participar das ofertas. Ambas têm suas próprias razões para desejar a continuidade da existência do Yahoo, que ainda conta com uma audiência mensal de quase 700 milhões de usuários únicos, apesar das dificuldades financeiras enfrentadas.

Mas há uma coisa que as duas gigantes da tecnologia têm em comum: nenhuma delas quer de fato comprar nem administrar o Yahoo. Em vez disso, Microsoft e Google pensam em oferecer apoio financeiro a firmas de private equity e outros interessados em fazer uma oferta pelo Yahoo, de acordo com pessoas informadas sobre a negociação.

A Microsoft parece estar mais adiantada, já tendo conversado com uma série de empresas de compra alavancada, de acordo com essas fontes. Em uma das combinações possíveis, a Microsoft contribuiria com bilhões de dólares em financiamento como parte de um consórcio liderado pela firma de private equity Silver Lake e pelo Conselho de Investimento do Plano Canadense de Pensão, disseram três das fontes. Esse grupo teria como lastro outros bilhões de dólares em financiamento bancário.

De sua parte, o Google esteve conversando com duas firmas de private equity a respeito da possibilidade de apoiar uma proposta de compra, de acordo com outra fonte. Essas conversas ainda estão nos estágios iniciais e podem não se converter numa oferta, disse a fonte.

Representantes da Microsoft, do Google, da Silver Lake e do Yahoo não comentaram as possíveis ofertas.

Previsão. Embora quase todas as grandes firmas de private equity estejam realizando algum tipo de estudo preliminar do Yahoo, os possíveis interessados tentam prever como serão as ofertas antes de assinarem acordos de confidencialidade com o Yahoo, para então analisarem os registros contábeis da empresa, segundo pessoas informadas sobre o assunto. Elas pediram que fosse preservado o seu anonimato porque não estavam autorizadas a comentar publicamente negociações confidenciais.

Mas parece ter se tornado aparente que as firmas de private equity estão concentradas em reverter a situação da empresa, enquanto um financiador de fartos recursos como o Google ou a Microsoft proporcionaria o capital.

A Allen & Company, uma das principais consultorias a serviço do Yahoo, disse aos potenciais compradores que eles deveriam se concentrar em descobrir uma maneira de melhorar o núcleo de operações da empresa na América do Norte, preocupando-se menos em se desfazerem na participação da empresa no Alibaba Group, da China, e no Yahoo japonês.

Participantes como Microsoft e Google estão interessados principalmente naquilo que poderiam colher por meio de uma parceria com o Yahoo. A divisão de notícias do Yahoo registrou 81,2 milhões de visitantes únicos em agosto, o que faz dele o maior site de notícias do mundo.

Prazo. As negociações devem produzir resultados em questão de semanas ou meses. O conselho administrativo do Yahoo ainda está decidindo se vai vender a empresa, aceitar um investimento minoritário ou manter a situação atual.

Um dos possíveis pontos de disputa é o preço. As firmas de private equity indicaram que não estão dispostas a pagar muito mais do que o valor atual de mercado do Yahoo, calculado em US$ 20 bilhões, dizendo que o preço das ações já inclui a expectativa de uma venda.

Muitos dos potenciais interessados na compra do Yahoo entraram em contato com o presidente do Alibaba, Jack Ma, na tentativa de descobrir se ele teria interesse em trabalhar com eles. O acordo que rege a participação de 40% do Yahoo no grupo chinês confere a Ma aquilo que alguns analistas chamaram de poder de nomear o rei.

O grupo Alibaba também está negociando com o Yahoo a possibilidade de recomprar por conta própria a participação na empresa, independentemente de uma proposta pelo Yahoo como um todo. / TRADUÇÃO DE AUGUSTO CALIL

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