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Yellen demonstra cautela ao falar sobre fim de estímulos

Presidente nomeada do Fed diz que injeção de US$ 85 bilhões nos mercados não pode acabar nem muito cedo nem muito tarde

Economia & Negócios e Agência Estado,

14 de novembro de 2013 | 15h00

WASHINGTON - Janet Yellen, atual vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), nomeada para assumir a cadeira principal da autoridade monetária pelo presidente Barack Obama, esteve nesta quinta-feira, 14, em audiência de confirmação para o cargo. No Comitê Bancário do Senado, demonstrou cautela ao falar do fim do programa econômico americano que injeta, mensalmente, US$ 85 bilhões nos mercados mundiais.

De acordo com ela, existem perigos em acabar com o programa de compras de bônus muito cedo. O mesmo serve, diz, para a hipótese de encerrá-lo muito tarde. Nos comunicados da atual gestão, o plano estaria em vigor até "meados de 2014".

Quanto mais o tempo passa, mais cresce a expectativa para saber quando essa dinheirama deixará de cair em mercados que praticam juros altos, em busca de maiores rendimentos - caso do Brasil. Nos Estados Unidos as taxas básicas de juros estão entre 0% e 0,25% hoje.

Para Yellen, é importante não remover o plano enquanto a recuperação da economia americana estiver frágil. Na prática, a meta é alcançar ao perto dos 6,5% de desemprego na força de trabalho do país. Hoje, o índice está em queda, mas nos 7,3%.

A economista disse que as ferramentas de política monetária disponíveis são limitadas caso a economia venha a piorar - pelo fato das taxas de juros já estarem quase negativas.

"Acredito que seria prejudicial retirar a acomodação ou não proporcionar a acomodação adequada", disse Yellen. Por outro lado, diz ela, na medida em que a recuperação procede, é importante que o Fed retire a acomodação quando a hora chegar.

Yellen enfatizou que ela e seus colegas do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) estão comprometidos em manter a meta de inflação de 2%, estabelecida pelo Fed, e que eles têm as ferramentas para normalizar a política quando a hora chegar.

Mercado. Janet Yellen foi questionada se o banco central optou por não reduzir suas compras de bônus em setembro devido à queda do mercado de ações e alta dos juros dos Treasuries.

Yellen disse que não. "Acredito que o Fed não pode ser prisioneiro dos mercados", afirmou. Mesmo assim, ela reconheceu que é importante observar o que ocorre nos mercados porque eles têm impacto na economia, que é o que o Fed tenta influenciar.

Calote. Yellen também comentou que um "default na dívida dos EUA seria catastrófico". Segundo ela, as autoridades do Fed viram os investidores agirem para se protegerem das "consequências catastróficas" que um default traria. Yellen afirmou que o impasse sobre o teto da dívida há algumas semanas prejudicou a confiança dos consumidores e das empresas e que "isso não ajuda os investimentos na economia".

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