seu bolso

E-Investidor: O passo a passo para montar uma reserva de emergência

YPFB pede recursos à Bolívia para nacionalizar petróleo

O governo da Bolívia admitiu que a companhia petrolífera estatal YPFB carece de recursos para exercer o controle pleno do mercado de hidrocarbonetos no país e levar adiante o processo de nacionalização anunciado em maio.O Ministério dos Hidrocarbonetos informou em comunicado que "a plena participação" da YPFB em toda a rede produtiva do setor "está temporariamente suspensa devido à falta de recursos econômicos da estatal".Para superar a limitação, está sendo negociado com o Banco Central boliviano um empréstimo de US$ 180 milhões, indica a nota.GásNa sexta-feira, a Petrobras e a estatal boliviana YPFB decidiram adiar por mais 60 dias as negociações sobre o preço do gás natural importado pelo Brasil. Com isso se evita o recurso à arbitragem internacional.Os bolivianos argumentam que o preço do gás vendido ao Brasil está abaixo do mercado e querem um aumento para até US$ 8 por milhão de BTU. Atualmente o País paga cerca de US$ 4 por milhão de BTU e a Petrobras sustenta que não há margem para novos reajustes. Nos últimos 45 dias, representantes das duas empresas se encontraram quatro vezes para discutir o tema, mas as negociações não avançaram.Especialistas afirmam que a disputa não é econômica, mas política. Nesta semana o presidente boliviano Evo Morales declarou que, se for preciso, vai recorrer ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para conseguir o aumento. A definição do novo prazo, de 60 dias, também estaria relacionado ao período eleitoral. O primeiro turno das eleições brasileiras já terá acontecido e qualquer recuo brasileiro, portanto, terá pouco ou nenhum impacto sobre o processo eleitoral.As avaliações do setor são de que a Bolívia teria poucas chances num processo de arbitragem internacional, pois o Brasil está cumprindo o contrato, que vai até o fim da próxima década e prevê reajustes trimestrais com base em cotações do petróleo no mercado internacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.