Yunus, o ‘banqueiro do povo’, é demitido de banco após acusações

Segundo documentário norueguês, o Grameen Bank, que entregou US$ 10 bi em pequenos empréstimos, estava sonegando impostos

Reuters,

02 de março de 2011 | 14h29

O Prêmio Nobel Muhammad Yunus foi destituído do cargo de diretor do Grameen Bank, instituição provedora de microcrédito, depois que surgiram alegações de irregularidades nas operações, informou nesta quarta-feira o Banco Central de Bangladesh.

Yunus, de 70 anos, criou o Grameen Bank e está no cargo de diretor-geral desde 2000. Ele é elogiado no exterior por políticos e financistas, mas vem sendo criticado pelo governo da primeira-ministra Hasina Wajed desde o ano passado, depois que um documentário norueguês alegou que o Grameen Bank estava sonegando impostos.

Yunus nega ter cometido irregularidades financeiras e seus partidários dizem que o governo vem tentando desacreditá-lo por causa de divergências com Hasina, iniciadas em 2007, quando ele tentou criar um partido político.

O banco de Yunus entregou cerca de US$ 10 bilhões em pequenos empréstimos, na maioria para mulheres, para financiar negócios e ajudá-las a escapar da pobreza.

Chamado de "banqueiro do povo", Yunus ganhou o Prêmio Nobel em 2006 pelo programa de pequenos empréstimos aos pobres, que resultou na adoção de iniciativas similares em outros países em desenvolvimento. 

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