Washington Alves/Estadão
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Zema afirma que 13º de servidores de MG não será "pago tão cedo"

Governador diz ainda que doará salário para instituição de caridade

Leonardo Augusto, Especial para O Estado

02 de janeiro de 2019 | 15h01

Belo Horizonte - O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou hoje, 2, que o décimo-terceiro salário do funcionalismo público do Estado "não será pago tão cedo". Zema disse, em relação ao governo, ser necessário, a partir desta quarta-feira, abrir o "baú, e não sabemos se ali dentro tem aranha, se é escorpião, se é cascavel". As declarações foram feitas ao Bom Dia Minas, da Rede Globo, nesta manhã.

Zema afirmou ainda que a promessa feita durante a campanha, de não receber salário pelo cargo enquanto os servidores não estiverem recebendo em dia, não poderá ser cumprida. "Tive acesso agora ao dado que, por lei, eu serei obrigado a ter o crédito do meu salário em conta-corrente, mas eu vou estar doando o meu salário mensalmente para instituição de caridade".

Em crise financeira, o Estado, sob o ex-governador Fernando Pimentel (PT), não pagou o décimo terceiro relativo a 2018 e vinha depositando salários de forma parcelada. "A partir de hoje é que vamos abrir o baú e não sabemos se ali dentro tem aranha, se é escorpião, se é cascavel. A partir de hoje é que vamos estar levantando esse dados, mas nós sabemos que a situação de Minas é extremamente delicada, é um Estado que está falido, e com certeza esse décimo-terceiro não será pago tão cedo". A reportagem tenta contato com a assessoria de Pimentel.

Zema indicou que poderá priorizar repasses aos municípios, ante o pagamento do benefício. "Não que nós não gostaríamos de fazer isso (pagar o décimo-terceiro), mas por impossibilidade. Vale lembrar que nós já temos prefeituras, principalmente na região nordeste do Estado, Vale do Mucuri, do Jequitinhonha, que já estão atrasando o pagamento de professores há três quatro meses, que estão sem receber. Então nós vamos ter que priorizar aquilo que é mais grave. E não é uma decisão fácil. Lamento muito, mas com certeza vamos encontrar só aranha, escorpião e cascavel com muito veneno. Mas com tempo, com muito trabalho, nós vamos regularizar isso".

Especificamente quanto ao atraso nos salários, o governador disse que a regularização vai depender da renegociação da dívida do Estado com a União. "Se o processo for agilizado, penso que nós devemos conseguir até meados do ano. Isso (a renegociação) vai dar um alívio de caixa muito expressivo para o Estado, e eu gostaria muito de pagar o funcionalismo e as prefeituras pontualmente, pelo menos daqui por diante, e o passado nós irmos gradativamente amortizando",

Brasília. Zema negou que a indicação de um general, Mário Araújo, para a Secretaria de Segurança Pública de Minas Gerais, tenha como objetivo ajudar nas relações com governo de Jair Bolsonaro, que também indicou generais para cargos. O governador reconheceu, porém, que isso pode ajudar no contato entre Minas e a União. "Ele (o secretário) inclusive estudou na mesma época do presidente Bolsonaro na academia militar", disse Zema.

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