Washington Alves/Estadão
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Zema diz que Cemig esqueceu motivo para o qual existe

Governador mineiro afirma em evento que é fundamental a venda para a iniciativa privada da companhia de energia

Francisco Carlos de Assis e Aline Bronzati, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 05h00

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), fez na segunda-feira, 12, duras críticas à Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) que, para ele, se esqueceu do motivo de sua existência, o que torna fundamental a sua privatização. O governador mineiro participou da 2.ª Conferência Anual Santander ao lado de seu colega do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

Zema disse que a Cemig dobrou o seu valor de mercado, de R$ 10 bilhões para R$ 20 bilhões, só pela notícia de que ele seria o vencedor da eleição para o governo de Minas. No entanto, segundo ele, a Cemig está criando obstáculo para, entre outras coisas, ligar em suas redes a energia fotovoltaica produzida no Estado.

Para Zema, a dificuldade imposta pela empresa não é aceitável, já que Minas tem se tornado um dos principais polos do País em produção de energia fotovoltaica. “Minas, que sempre foi a caixa d’água do Brasil, será agora um grande polo de geração de energia fotovoltaica do País”, disse, ressaltando que a Cemig se esqueceu do motivo de sua existência.

‘Estado amigo’

O governador também fez um relato positivo da situação financeira de seu Estado que, nas suas palavras, foi encontrado desmontado do ponto de vista fiscal. Para este ano, Minas Gerais deve encerrar o ano ainda com um déficit de R$ 15 bilhões, mas já está acertando os salários atrasados, terminando de pagar o 13.º salário do funcionalismo público do ano passado e se preparando para receber investimentos. “Deixaremos de ser um Estado inóspito aos investimentos e sim um Estado amigo”, disse o chefe do Executivo mineiro.

Zema disse que espera investimentos de R$ 7 bilhões em concessões de ferrovias nos próximos 20 anos. O governador afirmou ainda que o maior legado que pretende deixar para o povo mineiro será a reforma das leis de forma a impedir que seus sucessores façam o que seus antecessores fizeram.

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