Zoellick anuncia inclusão como meta

Objetivo é assegurar que pobres se beneficiem da globalização

O Estadao de S.Paulo

11 de outubro de 2007 | 00h00

Em discurso para marcar seus 100 primeiros dias à frente do Banco Mundial, Robert Zoellick anunciou ''''globalização com inclusão'''' como a nova meta do banco e tratou de se distanciar de seu antecessor, o polêmico Paul Wolfowitz. Zoellick, ex-representante de comércio dos EUA, afirmou que o principal objetivo do banco será assegurar que os pobres também se beneficiem da globalização. Ajudar países que estão saindo de conflitos e levar livre-comércio a nações do Oriente Médio foram outras políticas assinaladas por Zoellick, em apresentação no National Press Club.O americano ressaltou a importância de o banco continuar emprestando a países de renda média como Brasil, China e Índia - apesar de críticos afirmarem que esses países não precisam mais do Banco Mundial, já que têm acesso facilitado aos mercados de capitais.No caso das grandes nações emergentes, um papel importante para o banco seria ajudar essas economias a continuarem crescendo, ao mesmo tempo que adotam medidas para reduzir as emissões de gás carbono, disse o presidente do Bird. Ele mencionou também a necessidade de novos modelos para trabalhar com países de renda média, como auxílio para criação de fundos de títulos em moeda local. O presidente do Banco Mundial citou a atuação da instituição no programa Bolsa Família, que caracterizou como ''''iniciativa impressionante do governo brasileiro''''.Em seu discurso, Zoellick fez questão de elogiar diversas vezes o corpo de funcionários do banco. ''''O Banco Mundial tem uma equipe experiente, competente e dedicada.'''' Seu antecessor, Wolfowitz, era extremamente impopular entre os funcionários, que o acusavam de lotear os altos cargos da instituição entre ex-companheiros de governo Bush. Eles também o acusavam de agir de forma autoritária. Foram os funcionários que vazaram a informação de que Wolfowitz havia promovido sua namorada, escândalo que acabou levando à sua renúncia do banco, em maio.Na semana que vem, durante a reunião anual do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, Zoellick terá sua primeira reunião com os 185 representantes do banco.

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