Zona do euro acerta resgate financeiro de 10 bi de euros ao Chipre

A zona do euro fechou um acordo neste sábado para entregar a Chipre um pacote de resgate no valor de 10 bilhões de euros, mas exigiu a imposição de uma taxa sobre os depósitos nos bancos cipriotas para evitar sua falência, apesar de isso aumentar o risco de uma corrida para o resgate das poupanças.

Reuters

16 de março de 2013 | 16h09

A ilha situada no leste do Mediterrâneo se torna, assim, o quinto país -- depois da Grécia, Irlanda, Portugal e Espanha -- a buscar ajuda financeira da zona do euro na crise da dívida do bloco.

A mudança radical em relação aos pacotes anteriores deixou os cipriotas incrédulos e revoltados. Os ministros das finanças da zona euro forçaram os poupadores de Chipre a pagar até 10 por cento sobre seus depósitos, com o objetivo de levantar quase 6 bilhões de euros.

Acredita-se que quase a metade dos depositantes sejam russos não-residente no país, mas a maioria das pessoas na fila dos caixas eletrônicos neste sábado para sacar dinheiro pareciam ser cipriotas.

"Eu gostaria de não ter sido o ministro a fazer isso", afirmou o ministro das Finanças de Chipre, Michael Sarris, depois de dez horas de negociações em Bruxelas, onde o pacote foi formatado.

"Muito dinheiro mais poderia ter sido perdido em uma falência do sistema bancário ou do próprio país", disse ele, acrescentando esperar que o resgate marque um novo começo para Chipre.

Sem o pacote, Chipre iria à falência, o que minaria a confiança dos investidores na zona do euro. O valor do resgate é menor do que o inicialmente previsto e se tornou necessário principalmente para recapitalizar os bancos cipriotas, afetados pela restruturação da dívida soberana na Grécia.

(Por Annika Breidthardt, Robin Emmott e Michele Kambas)

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