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Zona do euro cresce 0,4% no 3º tri e sinaliza fim da recessão

Economia do grupo de 16 países volta a se expandir após cinco trimestres consecutivos de resultados negativos

Nathália Ferreira, da Agência Estado,

13 de novembro de 2009 | 08h15

A economia da zona do euro (grupo dos 16 países que adotam o euro como moeda) cresceu pela primeira vez desde o primeiro trimestre de 2008 no período de julho a setembro, em 0,4% ante o segundo trimestre, mostraram dados preliminares da agência de estatísticas Eurostat. Em comparação anual, o PIB sofreu contração de 4,1% no terceiro trimestre. Com o resultado, a região reencontra o caminho do crescimento e sinaliza o fim do maior período recessivo desde a 2ª Guerra Mundial.

 

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Economistas, no entanto, esperavam um crescimento mais robusto, de 0,6% em base trimestral, e uma contração menor, de 3,9% em comparação anual. No segundo trimestre, o PIB caiu 0,2% ante o primeiro e encolheu 4,8% ante igual intervalo de 2008.

 

Com o crescimento do terceiro trimestre, a zona do euro junta-se aos Estados Unidos, cuja economia cresceu pela primeira vez em mais de um ano no período de julho a setembro graças a uma retomada nos gastos de consumo. O dado norte-americano também serviu como uma confirmação não oficial de que a mais longa e profunda recessão no país desde a Grande Depressão terminou. O mercado de trabalho fraco, contudo, deve manter a recuperação dos EUA lenta. A taxa de desemprego no país subiu de 9,8% em setembro para 10,2% em outubro, o maior nível desde abril de 1983.

 

Alemanha mantém crescimento

 

A economia alemã continuou a se recuperar da recessão no terceiro trimestre, impulsionada pelas exportações e investimentos em equipamentos e construções. O Produto Interno Bruto (PIB) real cresceu 0,7% ante o segundo trimestre, ajustado por dias úteis, levemente abaixo da projeção de economistas de expansão de 0,8%, segundo dados do Escritório Federal de Estatísticas.

 

O terceiro trimestre marcou o segundo aumento trimestral consecutivo, embora o consumo privado tenha pesado, informou o escritório. A atividade econômica geral continua baixo, com o PIB encolhendo 4,8% na comparação com o terceiro trimestre de 2008, ajustado por dias úteis.

 

O escritório de estatísticas revisou os números referentes ao segundo trimestre. A economia da Alemanha cresceu 0,4% no segundo trimestre frente ao primeiro, acima do crescimento de 0,3% divulgado anteriormente. Em base anual, o PIB caiu 5,8% no segundo trimestre, ante queda de 5,9% divulgada anteriormente.

 

França cresce, mas governo mantém incentivos

 

O PIB da França, por sua vez, cresceu 0,3% no terceiro trimestre ante o trimestre imediatamente anterior, no segundo trimestre consecutivo de expansão, mostraram dados do governo. Economistas consultados pela Dow Jones esperavam crescimento de 0,7%.

 

As exportações cresceram 2,3% no terceiro trimestre e o setor externo contribuiu em 0,4% para o crescimento econômico geral, mostraram os dados. O consumo das famílias, principal pilar da economia francesa, aumentou 0,3% no terceiro trimestre, mesma alta registrada no segundo. Os investimentos caíram 1,4%, após declínio de 1,2% no segundo trimestre.

 

A ministra das Finanças da França, Christine Lagarde, disse que a economia deve ganhar fôlego nos últimos três meses do ano. "Isso confirma a ideia de que nossa economia começou a se recuperar", afirmou Lagarde à rádio Europe 1 antes da divulgação dos números oficiais. Ela acrescentou que o governo está estendendo seu plano de estímulo ao longo do próximo ano. Apenas depois disso as finanças públicas estarão consolidadas, disse ela.

 

Economia portuguesa melhora desempenho

 

A economia de Portugal também se fortaleceu durante o terceiro trimestre em comparação aos três meses anteriores, segundo dados preliminares divulgados pelo Instituto Nacional de Estatísticas. O PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre em comparação ao segundo trimestre e desacelerou 2,4% em relação ao terceiro trimestre do ano passado, disse o instituto. No segundo trimestre, o PIB português cresceu 0,5% em base mensal e registrou contração em base anual de 3,7%. As informações são da Dow Jones.

 

Texto atualizado às 11h 

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