Louisa Gouliamaki/AFP
Louisa Gouliamaki/AFP

Ações

Empresas de Eike disparam na bolsa após fim de recuperação judicial da OSX

Zona do euro discute formalmente calote da Grécia pela 1ª vez, dizem fontes

Autoridades disseram à Reuters que há três possibilidades para a Grécia: um acordo de reforma em troca de recursos, a prorrogação do programa de resgate, e o calote

JAN STRU, REUTERS

12 de junho de 2015 | 09h40

BRUXELAS - Autoridades da União Europeia (UE) discutiram formalmente pela primeira vez possível calote da Grécia, já que as negociações entre Atenas e seus credores estagnaram antes do pagamento de dívida no final do mês, disseram à Reuters várias autoridades.

Os representantes do governo, preparando a reunião do Eurogrupo de ministros das Finanças da zona do euro na próxima semana, concluíram em negociações em Bratislava no final da quinta-feira, 11, que há três possíveis cenários para a Grécia no final de junho. O menos provável, eles acham, é um acordo de reforma em troca de recursos na próxima semana a tempo de cumprir os prazos legais de final de junho.

A segunda possibilidade é mais uma prorrogação do atual programa de resgate, que vence este mês ao mesmo tempo em que a Grécia tem de pagar € 1,6 bilhão ao FMI. O terceiro - discutido formalmente pela primeira vez em tal nível na UE - é aceitar que a Grécia pode dar calote.

A maioria das autoridades argumentou ser improvável que os credores fechem um acordo sobre reformas com Atenas a tempo de desembolsar os € 7,2 bilhões que continuam disponíveis para a Grécia segundo o programa de resgate prorrogado em fevereiro por quatro meses.

"Exigiria progresso em questão de dias que não foi possível em semanas", disse uma autoridade próxima das discussões nesta sexta-feira.

O representante grego na reunião disse que Atenas fará de tudo para alcançar um acordo a tempo, disseram outras autoridades. Isso significaria de fato um acordo a tempo de ser endossado pelo Eurogrupo quando ele se reunir em 18 de junho.

Autoridades disseram, entretanto, que mesmo assim o desembolso de empréstimos a Atenas até 30 de junho será muito difícil por causa do tempo necessário para finalizar todos os procedimentos necessários.

Portanto, o segundo cenário é de que o atual resgate seja prorrogado para manter os € 7,2 bilhões, e € 10,9 bilhões separados para recapitalização de bancos gregos, disponíveis para Atenas quando o acordo de reforma for alcançado.

Senão o dinheiro vai desaparecer e um novo acordo de resgate será necessário para garantir mais recursos.

Mas representantes de alguns países da zona do euro acreditam que os governos devem se preparar para um terceiro cenário: o de um calote da Grécia.

"Pela primeira vez houve uma discussão de um 'plano B' para a Grécia", afirmou uma segunda autoridade. Duas outras autoridades confirmaram que esse debate aconteceu.

A discussão foi teórica porque o cenário de um país da zona do euro dar calote seria sem precedentes. A reunião não chegou a uma conclusão sobre isso.

Tudo o que sabemos sobre:
GréciaFMIdívida

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.