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Zona do euro encolhe no 3º tri e entra em recessão pela 1ª vez

PIB da região contrai 0,2% pelo segundo trimestre consecutivo; França cresce e consegue escapar da recessão

Marcílio Souza e Nathália Ferreira, da Agência Estado,

14 de novembro de 2008 | 07h50

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro encolheu 0,2% no terceiro trimestre deste ano em comparação com o segundo, depois de ter contraído também 0,2% no segundo trimestre frente ao primeiro. Com isso, a região de moeda comum entra em recessão pela primeira desde que foi formada, em 1999. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o PIB da zona do euro cresceu 0,7%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, 14, às vésperas do encontro do G-20 (grupo formado pelas principais economias emergentes e desenvolvidas). A cúpula reunirá em Washington (EUA), os principais líderes mundiais nesse final de semana para discutir a crise financeira.  Veja também:Recuperação da Europa, EUA e Japão virá em 2010, diz OCDEPIB da Alemanha cai pela 2º vez consecutiva  Veja os principais pontos do encontro do G-20 em São PauloDe olho nos sintomas da crise econômica  Lições de 29Como o mundo reage à crise  Dicionário da crise Entenda a disparada do dólar e seus efeitos Após a Alemanha anunciar que entrou em recessão com a queda de 0,5% no PIB no terceiro trimestre, as principais economias européias divulgaram dados negativos. A exceção ficou por conta da França, que registrou leve expansão de 0,1%. Já o PIB da Itália diminuiu 0,5% em comparação com o segundo trimestre, o maior declínio desde 1998, depois de contrair-se 0,4% no segundo trimestre ante o primeiro. Dessa forma, o país entra em recessão pela primeira vez desde o início de 2005. Na comparação com o mesmo período de 2007, o PIB italiano encolheu 0,9%, a maior queda desde 1993.  Na Espanha, o PIB registrou contração de 0,2% no terceiro trimestre em relação ao segundo. A economia espanhola não entrou em recessão, como aconteceu na Alemanha e na Itália, uma vez que o PIB registrou crescimento de 0,1% no segundo trimestre. Uma recessão técnica é definida por dois trimestres seguidos de contração em base trimestral. Em relação ao mesmo período do ano passado, o PIB cresceu 0,9% no terceiro trimestre. Trata-se do sexto trimestre consecutivo de desaceleração do crescimento econômico nesta base de comparação. Outros países europeus também divulgaram resultados. A economias de Portugal e Holanda estagnaram no terceiro trimestre, com o PIB estável em relação ao segundo trimestre. Já a Hungria registrou contração 0,1% no PIB no período em comparação a um crescimento de 0,4% no segundo trimestre.   França escapa da recessão A economia francesa, por sua vez, conseguiu evitar uma recessão, com o Produto Interno Bruto (PIB) registrando leve expansão de 0,1% no terceiro trimestre em relação ao segundo. Economistas esperavam queda de 0,1%. No segundo trimestre, a economia francesa havia registrado contração de 0,3%, de acordo com informação da ministra das Finanças francesa, Christine Lagarde. Em relação ao terceiro trimestre do ano passado, o PIB da França cresceu 0,6%, ante expectativa dos economistas de expansão de 0,4%. A expansão se deveu, principalmente, ao consumo das famílias, que aumentou 0,2%, e aos investimentos, que caíram apenas 0,3%, abaixo do declínio de 1,% registrado no segundo trimestre. Tanto as exportações quanto as importações cresceram 1,9% no trimestre. O aumento das exportações apagou o declínio de 1,9% registrado no segundo trimestre. As importações haviam declinado 0,4% nos três meses até junho. Hong Kong  A economia de Hong Kong também entrou em recessão técnica no terceiro trimestre, com o PIB registrando um segundo trimestre seguido de contração, segundo dados divulgados pelo governo. O PIB contraiu-se 0,5% no terceiro trimestre em comparação ao segundo, em base sazonalmente ajustada, após uma queda de 1,4% no segundo trimestre.  Em comparação ao terceiro trimestre do ano passado, a economia cresceu 1,7% no trimestre julho/setembro, representando uma elevada desaceleração do crescimento anual de 4,2% registrado no segundo trimestre. A última vez que a economia de Hong Kong entrou em recessão foi em 2003. O governo cortou sua projeção de crescimento para o ano de 2008 para expansão de 3% a 3,5%, de estimativa anterior de crescimento de 4% a 5%. As informações são da Dow Jones.

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