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Zona do euro está voltando à expansão, sugerem dados

A economia da zona do euro provavelmente retomou o crescimento neste trimestre após a pior recessão de sua história, enquanto as perspectivas das empresas são as melhores em mais de dois anos, mostraram importantes pesquisas nesta sexta-feira.

JONATHAN CABLE, REUTERS

21 de agosto de 2009 | 11h15

A leitura preliminar do índice Markit --que compila os setores de serviços e manufatureiro-- para a zona do euro retomou os níveis expansionistas de agosto e pesquisas semelhantes para as duas maiores economias da região mostraram que elas voltaram a território positivo.

Economistas alertaram que o ainda elevado desemprego possa ser um obstáculo para uma recuperação duradoura, mas avaliaram que a recessão no bloco está claramente perdendo força.

"O forte aumento do índice sugere que as condições econômicas continuaram melhorando significativamente em agosto", disse Ben May, do Capital Economics.

"A conclusão disso é que o pior da desaceleração certamente parece agora estar encerrada e a economia pode até começar a se expandir novamente."

O índice compilado da zona do euro, que junta os setores de serviços e manufatureiro, saltou 3 pontos, para 50 em agosto, ficando precisamente na marca que divide a contração do crescimento e superando a previsão do mercado.

A atividade no setor de serviços da Alemanha expandiu-se pela primeira vez em 11 meses, enquanto na França o setor manufatureiro teve o primeiro crescimento desde maio de 2008, também superando as expectativas.

"As pesquisas somam-se aos dados recentes sugerindo que a recessão acabou e que de fato a economia provavelmente deve crescer no terceiro trimestre", afirmouu Nick Kounis, do Fortis.

A economia da zona do euro contriau-se 0,1 por cento no segundo trimestre, depois de despencar 2,5 por cento no primeiro, a maior queda da história. Analistas projetam para o terceiro trimestre um alta de 0,2 por cento no atual trimestre.

A pesquisa mostrou ainda que as empresas de serviços da zona do euro mostraram em agosto o maior otimismo desde abril de 2007.

Mas isso não conteve as demissões, que para os economistas é a principal ameaça a uma retomada sustentável.

O componente de emprego do índice subiu para o maior patamar em 10 meses em agosto, mas manteve no território negativo, indicando demissões.

"Com os pacotes de estímulo do governo aumentando seu impacto e, acima de tudo, a recuperação da economia global, o PIB pode finalmente ficar positivo no terceiro trimestre", disse Carsten Brzeski, economista do ING Financial Markets.

"No entanto, ainda é muito cedo para darmos o 'ok' final para a economia da zona do euro. Conforme a piora do mercado de trbalhar abater o consumo privado, os países da zona do euro orientados pela exportação e com posições competitivas nos mercados mundiais serão os maiores beneficiários. Outros países correm o risco de ficar para trás."

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