Zona do euro estuda opções de alavancagem para fundo ESM

Os países da zona do euro estão trabalhando para permitir que o fundo de resgate permanente da região aumente seu poder de fogo de empréstimo com o mesmo arsenal usado pelo fundo temporário, afirmou o diretor-executivo de ambos os fundos, Klaus Regling.

Reuters

26 de setembro de 2012 | 09h57

Mas autoridades também estão insistindo que o Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês) receba o status de credor preferencial, o que, enquanto minimiza o risco de perdas, também torna mais difícil que o fundo faça projetos de cofinanciamento.

O ESM, que terá uma capacidade de empréstimo de 500 bilhões de euros, irá substituir o temporário Fundo Europeu de Estabilização Financeira (EFSF), quando a principal ferramenta de resgate da zona do euro entrar em operação no mês que vem.

Para aumentar o poder de fogo do EFSF, os governos da zona do euro concordaram que o fundo oferecesse certificados de garantia para títulos vendidos por governos problemáticos em leilões, garantindo de 20 a 30 por cento das perdas potenciais.

De forma semelhante, o EFSF pode estabelecer fundos de co-investimento com investidores privados para comprar títulos de governos da zona do euro no mercado secundário com a condição de que o EFSF pode cobrir uma porcentagem de perdas potenciais em caso de calote.

Sempre esperou-se que o ESM tenha uma alavancagem similar à sua disposição, e discussões sobre o que exatamente o ESM será capaz de fazer está agora chegando a uma conclusão, afirmou Regling.

"Nossos Estados-membros estão considerando estender ao ESM as opções introduzidas no ano passado para maximizar a capacidade do EFSF: os certificados de proteção parcial e os fundos de coinvestimento", disse ele em teleconferência feita na terça-feira.

Diferentemente do EFSF, o ESM terá um status de credor preferencial, o que o colocará no primeiro lugar da fila de pagamentos.

Mas se o ESM oferecer cobrir a primeira perda num título comprado em um leilão primário ou a primeira perda numa compra de títulos de fundos de investimento, ele será pago por último.

(Reportagem de Jan Strupczewski)

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