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Zona do euro fecha 2014 com deflação de 0,2%

Bloco não registrava taxas deflacionárias desde 2009, no ápice da crise mundial; com aumento do desemprego em Itália e França, área encerrou o ano com desocupação de 11,5% da força de trabalho

Economia & Negócios

07 de janeiro de 2015 | 08h36

Atualizado às 9h25

Entre os 18 países que usam o euro como moeda, a deflação média foi de 0,2% em dezembro de 2014 na comparação anual - divulgou nesta quarta-feira, 7, a primeira estimativa da agência de estatísticas europeia, a Eurostat. Em novembro, em comparação semelhante, havia sido registrada inflação de 0,3%  

A última vez que a zona do euro teve deflação foi em outubro de 2009, de 0,1%. A queda dos preços ao consumidor na zona do euro acontece, sobretudo, por causa das tarifas de energia terem ficado mais baratas. Esses dados podem levar a um programa de compra de títulos governamentais pelo Banco Central Europeu (BCE).


O resultado de dezembro marca o 22º mês consecutivo em que a inflação na região permanece abaixo da meta do BCE, que é de taxa ligeiramente inferior a 2,0%. A inflação vem perdendo força na zona do euro desde agosto de 2012, primeiro recuando abaixo de 1,0% em outubro de 2013 e, posteriormente, abaixo de 0,5% em julho de 2014.

Analistas preveem que a queda dos preços e a estagnação econômica da zona do euro poderão levar o BCE a anunciar um programa de compras de bônus soberanos, talvez já na reunião de política monetária deste mês, marcada para o dia 22. Nos últimos meses, o BCE tem comprado bônus cobertos e títulos lastreados em ativos (ABS, na sigla em inglês) como parte de uma estratégia para reavivar a economia europeia.

Em relação a taxa de desemprego em dezembro, não houve alteração em relação à desocupação da força de trabalho registrada em novembro, de 11,5%. O número de pessoas sem trabalho, no entanto, subiu pelo terceiro mês consecutivo, em 34 mil. No total, são mais de 18 milhões de desempregados. 

O aumento do número de desempregados foi concentrado na Itália e França, duas das maiores economias da zona do euro, vistas como carentes de reformas urgentes para o mercado de trabalho. (Com Reuters e Dow Jones)

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