Zona do Euro tem em dezembro 1º superávit em conta corrente desde julho 2009

Já produção no setor privado registra sétimo mês seguido de crescimento em fevereiro 

Cynthia Decloedt e Danielle Chaves, da Agência Estado,

19 de fevereiro de 2010 | 09h09

O balanço em conta corrente da zona do euro registrou em dezembro seu primeiro superávit desde julho de 2009, refletindo o bom desempenho na balança de serviços e bens, informou o Banco Central Europeu (BCE).

 

O superávit em conta corrente somou 1,9 bilhão de euros (US$ 2,56 bilhões) em dezembro, seguindo-se a um déficit de 500 milhões de euros em novembro. Os números são ajustados a efeitos sazonais e ao número de dias trabalhados em cada mês.

 

O BCE afirmou que o superávit na balança de serviços e bens, de 4,5 bilhões de euros e 4,4 bilhões de euros, respectivamente, foi parcialmente minimizado por déficit nas transferências correntes e de lucros, de 5,2 bilhões de euros e 1,7 bilhão de euros, respectivamente.

 

Na conta financeira não ajustada na zona do euro, os investimentos diretos e indiretos mostraram entrada líquida de aproximadamente 44 bilhões de euros em dezembro. Os investimentos de carteira tiveram uma entrada líquida de 45,9 bilhões de euros em dezembro, significativamente superando a saída líquida de 2,4 bilhões de euros em investimentos diretos. 

 

Produção no setor privado cresce pelo sétimo mês consecutivo

 

Já a produção do setor privado da zona do euro cresceu pelo sétimo mês consecutivo em fevereiro, à medida que um aumento maior do que o esperado na produção industrial contrabalançou uma desaceleração da expansão dos serviços. O índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) ficou estável em comparação com janeiro, em 53,7.

 

O resultado foi mais forte do que o previsto por uma pesquisa realizada pela Dow Jones com economistas, de 53,4. Uma leitura acima de 50 indica que a produção está crescendo, enquanto um número menor significa contração.

 

O PMI industrial aumentou mais do que o esperado, para 54,1 em fevereiro, de 52,4 em janeiro, o nível mais alto desde agosto de 2007. No entanto, o índice de atividades do setor de serviços caiu inesperadamente para 52,0, de 52,5 em janeiro. Economistas esperavam que o PMI industrial subisse para 52,6 e o de serviços permanecesse estável. As informações são da Dow Jones.

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