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Zona do euro tem problemas ainda sem solução definitiva, diz Tombini

Já os Estados Unidos, afirmou o presidente do BC, tem apresentado melhora acima do esperado

Célia Froufe e Eduardo Cucolo, da Agência Estado,

20 de dezembro de 2011 | 12h29

BRASÍLIA - O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini afirmou que a zona do euro passa por problemas que ainda não possuem solução definitiva. "As negociações políticas avançam rumo à união fiscal na Europa, mas os detalhes não estão totalmente claros", comentou durante audiência na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado.

Na avaliação do presidente do BC, o plano recente apresentado pelo bloco europeu não é solução definitiva para crise, os bancos ainda apresentam vulnerabilidade e o crédito tem sofrido, não só com redução de estoque, mas com fluxo de novos ativos em função da necessidade de se adequar o capital aos riscos existentes na área. "Com isso, a Europa deve ter baixo crescimento e alguns países, recessão", previu, acrescentando que as expectativas de crescimento têm sido reduzidas "significativamente".

Estados Unidos

Tombini afirmou que a economia dos EUA têm apresentado melhora acima do esperado, mas que permanecem alguns riscos à recuperação no longo prazo.

Tombini disse que o mercado de trabalho apresentou melhora na margem, tem se comportado um pouco melhor, mas que o desemprego permanece em níveis elevados. "A criação de empregos tem ocorrido na margem, mas ainda relativamente fraca para superar todos os empregos perdidos durante o ano de crise."

O presidente do BC afirmou ainda que o mercado imobiliário ainda não se recuperou e que os preços de imóveis se mantém nos níveis de crise. "Não houve recuperação, prejudicando o efeito riqueza."

Tombini disse também que as expectativas de crescimento foram revisadas para baixo, de 3,10% no início do ano para um crescimento esperado que está na faixa de 2,20%.

China

O presidente do Banco Central afirmou que uma desaceleração suave da economia chinesa, mas com crescimento ainda acima de 8%, é um cenário positivo para o Brasil em 2012.

Ele disse ainda que a China tem condições e instrumentos para arquitetar uma desaceleração suave, que não deixa de ser positiva para a nossa economia, com menos pressão inflacionária de commodities.

"A economia brasileira poderá transitar com certa tranquilidade, considerando crescimento ainda acima de 8%", afirmou. Em relação às demais economias emergentes, o presidente do BC disse que o cenário é de crescimento menor em 2012, com exceção do Brasil, que deverá crescer mais.

O presidente do BC afirmou ainda que esse cenário vai contribuir para um crescimento ainda baixo da economia mundial nos próximos anos.

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