Zona do euro vai ficar menor, diz Eichengreen

A Europa deverá achar uma saída para a crise, mas provavelmente isso resultará numa zona do euro menor, com a saída de alguns países após uma possível a ruptura da Grécia No cenário do economista Barry Eichengreen, professor de Economia e Ciência Política na Universidade da Califórnia, em Berkeley, uma saída da Grécia está se tornando cada vez mais real.

VINICIUS NEDER / RIO , O Estado de S.Paulo

25 de julho de 2012 | 03h05

"Uma saída da Grécia da zona do euro é inevitável", disse ontem Eichengreen ao Estado, durante seminário "O Brasil e o Mundo em 2022", promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). "O melhor seria que fizessem o máximo para evitar isso, que a Grécia tivesse um Plano Marshall. Mas, isso não acontecerá por causa da política", completou o economista, referindo-se ao plano de recuperação da Europa financiado pelos EUA, após a Segunda Guerra.

Segundo Eichengreen, a história mostra que, quanto maior o atraso, mais caro e custoso uma solução para as crises econômicas se torna. "E os europeus já se atrasaram por muito tempo, quase três anos."

A complexidade de encontrar uma solução também passa por uma crise de confiança entre os diversos países e suas sociedades. "A Alemanha não confia na Grécia para fazer reformas, a Grécia não confia na Alemanha para ajudá-la e os eleitores não confiam em seus governos", resumiu o professor, ressaltando que a ruptura na zona do euro seria ruim para todos os países e não só para a Grécia.

Com isso, é difícil prever qual será a saída para a Europa, pois os próprios europeus "não sabem o que farão". Mas, para Eichengreen, "a saída da Grécia não vai parar nela", pois em seguida começam apostas contra outros países, como Portugal, Espanha, Irlanda e Itália.

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