Zona Franca de Manaus já sofre com greve da Receita

O prejuízo das indústrias do Amazonas com a greve dos auditores fiscais em 21 dias é de mais de U$ 600 milhões, segundo cálculos do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam). Os empresários calculam que 32% da atividade industrial da Zona Franca de Manaus está sendo afetada pela não liberação de matéria-prima.Representantes de sindicatos de classe das indústrias do Amazonas e do Sindicato dos Trabalhadores da Receita Federal (Unafisco-AM) reclamam da intransigência do governo federal em não negociar com os auditores fiscais, em greve desde o dia 2 de maio."Vendo o governo federal ignorar os trabalhadores da Receita e nosso setor começar a ser prejudicado, enviamos carta aos ministros da Fazenda, Planejamento e ao presidente da República, mas fomos totalmente ignorados", afirmou o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco. "Ou seja, o governo não negocia com os grevistas e ignora os afetados".De acordo com Périco, já há linhas de produção paradas em fábricas como a Philips, Thompson, Jabil e Siemens. "Estas empresas já mandaram boa parte dos funcionários para suas casas, dando férias coletivas por tempo indeterminado", disse.Sem previsão para fim da greveO presidente da Unafisco-AM, Klaus Schluking, afirmou que hoje a adesão à greve é de cerca de 60% dos 185 funcionários do Amazonas."Não há prazo para o fim desta greve, porque não vamos aceitar o mesmo percentual oferecido no ano passado pelo governo, que foi de 0,1%", afirmou. "Nosso mínimo é de 30% de reajuste".Segundo Schluking, há 90% de paralisação dos fiscais na alfândega do porto de Manaus, 50% no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes e 50% na Delegacia da Receita.

Agencia Estado,

23 de maio de 2006 | 19h02

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