Zona sul oferece tíquete médio de R$ 580 mil

Maior polo de expansão da capital concentra 45% do total de 33 mil apartamentos lançados no ano passado

Heraldo Vaz, ESPECIAL PARA O ESTADO,

29 de maio de 2014 | 08h40

SÃO PAULO - O maior polo de expansão residencial é a zona sul, onde estão 45% das 33 mil das unidades lançadas na cidade de São Paulo em 2013, segundo o Anuário do Mercado Imobiliário, elaborado pela Lopes. Com valor geral de vendas de R$ 11 bilhões, a localidade concentra 54% do VGV da capital, além de 48% dos empreendimentos e 45% dos apartamentos, cujo tíquete médio é de R$ 580 mil.

A zona oeste, com R$ 721 mil, tem o tíquete mais alto, enquanto o centro aparece com o metro quadrado mais caro: em média, R$ 9.610.

O diretor da Embraesp, Luiz Paulo Pompéia, destaca o "aumento expressivo" no preço do m² na região do Ibirapuera, na zona sul. "Este ano, o valor médio por m² de área útil subiu 37% na região mais nobre da cidade, comparando com 2013", diz, citando Vila Nova Conceição, Jardins e Itaim Bibi, "Nas regiões onde há predominância de empreendimentos populares, como Guaianazes, Itaquera e São Mateus, praticamente não houve alteração de valor."

Um dos motivos, segundo Pompéia, é o alto valor dos terrenos. "Cada vez é mais difícil achar terrenos na região mais nobre. Quando aparece, cria-se um leilão, e isso empurra o valor pra cima. Pode chegar a 50% do custo total da obra. Em média, varia de 25% a 35%."

É sempre bom lembrar, como diz o professor João da Rocha Lima Jr, que "não tem produtor" de terreno. "É uma vez só. O sujeito herdou uma casa, onde virou lugar de fazer prédios, e vende." Segundo ele, se aparece muita gente querendo comprar, o dono da casa vai levando o preço para cima "até bater no teto" do mercado.

 

 

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