Após negócio com BB, Cielo vai reduzir pagamento de dividendos

Dívida bruta da empresa aumentará de R$ 2,5 bilhões para R$ 10,1 bilhões, diz presidente

Aline Bronzatti, O Estado de S. Paulo

20 de novembro de 2014 | 12h31

SÃO PAULO - Após fechar negócio com o Banco do Brasil na área de cartões, a Cielo propôs reduzir o pagamento de dividendos a acionistas de 50% para 30% do lucro da empresa em cada exercício, no mínimo. A medida foi anunciada em teleconferência com analistas do mercado nesta quinta-feira, 20.

"Vamos propor a redução, mas 30% serão o mínimo que devemos distribuir de dividendos. Esse porcentual não será mantido para sempre", afirmou o presidente da Cielo, Rômulo de Mello Dias.

A dívida bruta da Cielo aumentará de cerca de R$ 2,5 bilhões para R$ 10,1 bilhões com a emissão de debêntures (títulos de dívida) que a companhia fará para aportar na nova empresa que terá com o Banco do Brasil. O índice dívida líquida/Ebitda (lucro antes de juros, depreciação e amortização) ajustado passará de 0,5 vez para 1,6 vez, conforme o executivo. 

No negócio de R$ 11,6 bilhões fechado com o BB, a Cielo deterá 70% do capital e terá de investir R$ 8,1 bilhões. A proposta de redução do dividendo mínimo será feita após a conclusão da criação da joint venture. 

Segundo Dias, a redução do dividendo mínimo trará flexibilidade para a Cielo compatibilizar futuramente o fluxo de caixa gerado frente ao novo endividamento. 

"A decisão do payout (proporção do lucro a ser distribuído) será tomada no devido tempo. O dividendo poderá ser maior à medida que o endividamento for decrescendo", concluiu o presidente da Cielo.

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