Palo Whitaker/ REUTERS
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BR Distribuidora vai eleger novo conselho de administração em 18 de setembro

Outro tema do encontro é um pedido de acionistas relevantes para rever a estrutura de remuneração dos administradores

Luana Pavani, O Estado de S.Paulo

28 de agosto de 2019 | 10h54

 A BR Distribuidora convoca acionistas para Assembleia Geral Extraordinária (AGE) no dia 18 de setembro para votar o novo conselho de administração, com nove membros e um do conselho fiscal. Também serão destituídos os membros indicados pela Petrobrás, pelos empregados e pelo Ministério da Economia e o membro do Conselho Fiscal indicado pelo Ministério da Economia.

Outro tema do encontro é um pedido de acionistas relevantes para rever a estrutura de remuneração dos administradores atualmente praticada, de modo a se adotar uma política de incentivos voltada a um maior alinhamento de interesses entre os administradores, a Companhia e seus acionistas, "incluindo incentivos de curto e longo prazo proporcionais a metas adequadas, devendo tal revisão ser apresentada para apreciação dos acionistas em nova Assembleia, tão logo seja concluída", como explica a administração da distribuidora de combustíveis.

Os candidatos indicados pela Petrobrás para o conselho são a economista Maria Carolina Lacerda (ex-UBS, Deutsche Bank, Merrill Lynch); Alexandre Firme Carneiro (ex-Shell); Edy Luiz Kogut (ex-Grupo Camargo Correa).

Os indicados pelos demais acionistas são Carlos Augusto Leone Piani (diretor de iniciativas estratégicas e Fusões e Aquisições Globais da Kraft Heinz e conselheiro da Equatorial Energia); Claudio Roberto Ely (ex-Raiadrogasil e conselheiro da Dimed, entre outras); Leonel Dias de Andrade Neto (ex-CEO da Smiles); Mateus Affonso Bandeira (ex-Falconi Consultores e Banrisul); Pedro Santos Ripper (ex-diretor da Oi, conselheiro da Iguatemi entre outras); Ricardo Carvalho Maia (ex-Grupo Ultra).

Desestatização

Desde dezembro de 2017, a BR Distribuidora deixou de ser uma estatal puro sangue ao listar suas ações na B3, a bolsa paulista. Foi quando a companhia protagonizou a maior operação de mercado ao levantar R$ 5 bilhões na abertura de capital (IPO, na sigla em inglês). A operação foi considerada o maior IPO desde 2013, quando o BB Seguridade captou R$ 11 bilhões.

E, em julho deste ano, com a oferta de vendas de ações da companhia (operação conhecida como folow on), em uma operação avaliada em cerca de R$ 9,6 bilhões no mercado, a Petrobrás acelerou ainda mais os planos de desinvestimentos. Recentemente, a companhia levantou  US$ 8,5 bilhoes com a venda da TAG e pretende levantar mais de US$ 10 bilhões com a venda de oito refinarias.

A privatização da BR Distribuidora inaugurou um novo modelo de negócios no Brasil: o de empresa de controle pulverizado, mas com um sócio estatal como principal acionista.

A Bolsa de Valores, então, retirou a BR Distribuidora do programa de governança de estatais após privatização. Isso porque a companhia recebeu ofício da bolsa em referência à liquidação da oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias da BR, pela qual a Petrobras deixou de ser a acionista controladora. Em nota, a companhia reiterou "seu compromisso com os mais altos padrões de integridade para o constante aprimoramento do seu modelo de governança corporativa".

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