Concorrência, dividendos e processos judiciais são fatores de risco para empresas abertas

Levantamento da KPMG também apontou que os setores com o maior porcentual de companhias com áreas de gerenciamento de risco são aqueles com alta regulação

Vitor Aguiar, O Estado de S.Paulo

27 Junho 2016 | 14h45

SÃO PAULO - Um levantamento da KPMG com 235 empresas abertas brasileiras listadas na Bovespa revela que a ação da concorrência, o não pagamento de dividendos e decisões desfavoráveis em processos judiciais são os três principais fatores de risco identificados pelas próprias companhias.

Das 235 empresas consultadas pelo estudo, 175 citaram a ação da concorrência como um fator de risco relevante, enquanto outras 151 mencionaram o não pagamento de dividendos como um ponto importante e 131 identificaram as decisões desfavoráveis em processos judiciais como fatores a serem considerados.

Outros pontos citados pelas companhias no levantamento da KPMG são a dificuldade ou não execução da estratégia do plano de negócios (130), conflito de interesse entre controladores e minoritários (126), falta ou dificuldade de contratação ou retenção de profissionais (125), riscos relacionados à atuação em setor regulado (117), dependência de fornecedores (114), diluição de investidores (112) e variação no preço dos insumos (111).

O estudo também apontou que os setores com o maior porcentual de empresas com áreas de gerenciamento de risco são aqueles com alta regulação, como telecomunicações, utilidade pública e financeiro, ou aqueles com maiores faturamentos, como consumo não-cíclico, materiais básicos e petróleo, gás e biocombustíveis.

“Passou a vigorar este ano a Instrução nº 552/14 da CVM, que exige que as empresas informem a existência de uma política corporativa de gerenciamento de riscos, a estrutura organizacional existente e uma opinião da administração sobre a efetividade dessa política", destaca, em nota, o sócio da KPMG, Sidney Ito. "As companhias que não possuírem ações de gerenciamento de risco deverão explicar o porquê da inexistência".

A pesquisa ainda identificou os fatores de risco por setores de atuação: consumo cíclico (43), financeiro (42), construção e transporte (36), consumo não-cíclico (32), utilidade pública (27), materiais básicos (21), bens industriais (20), tecnologia da informação (8), petróleo, gás e biocombustíveis (3) e telecomunicações (3).

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