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Conselho da Gafisa deve ter maior proximidade nas decisões da companhia

Serão formados comitês de governança, reestruturação, investimento e auditoria com encontros frequentes para conduzir as mudanças

Cynthia Decloedt, O Estado de S.Paulo

15 de abril de 2019 | 13h40

O presidente da Gafisa, Roberto Portella, disse que o novo conselho eleito nesta segunda-feira deve ter maior proximidade nas decisões da companhia, especialmente nos primeiros anos, quando a gestão deve ser revista e uma nova política ser implementada. Portella afirmou ainda que serão formados comitês de governança, reestruturação, investimento e auditoria, sendo esses os principais e que terão encontros frequentes para conduzir as mudanças de reerguer a Gafisa.

“A dinâmica dos comitês deve ser muito maior, de atividade mais intensa dentro do conselho, para checar o que está sendo feito para filtrar as decisões do plenário”, disse Portella. “Missão do Conselho deve ser hercúlea nos primeiros anos”, acrescentou.

Ele informou ainda que não foi aprovado mudança no estatuto social, conforme pautado para a Assembleia Geral Extraordinária (AGE), por conta de falta de quórum que foi de 40% dos acionistas

 

Aumento de capital

O investidor Nelson Tanure, que foi eleito membro do Conselho de Administração da Gafisa nesta segunda-feira, é tido como um dos subscritores dessa primeira fase de aumento de capital dentro do limite regulatório de 71 milhões, disse o presidente da companhia, Roberto Portella. Segundo ele, também a Planner Redwood deve participar da subscrição. Planner Corretora e Planner Redwood Asset Management detêm em conjunto 18,55% da empresa.

Portella deu a entender que os atuais acionistas, que têm direito de preferência, podem acabar ficando com a maior parte das ações que serão ofertadas.

“Os principais sócios, no momento, são as pessoas que estão conduzindo o processo de capitalização e estão fortemente envolvidas”, disse Portella, observando em seguida que entre eles está o investidor Nelson Tanure. Portella acrescentou que atualmente Tanure tem 500 ações. “Ele é um potencial comprador”, emendou em seguida, lembrando que não pode falar pelos acionistas. Da mesma forma, Portella comentou que a Planner Redwood é um potencial subscritor das ações na primeira fase.

Existem informações de que Tanure pretende aportar R$ 200 milhões na companhia, possivelmente em conjunto com dois fundos estrangeiros especializados em mercado imobiliário, conforme apurou o Estadão/Broadcast.

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