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Conselhos precisam fazer autoavaliação, diz presidente do IBGC

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa defende a avaliação periódica do colegiado

Fernanda Guimarães, O Estado de S. Paulo

04 Fevereiro 2015 | 11h10

SÃO PAULO - A atuação dos conselhos de administração das companhias brasileiras precisa passar a ser avaliada, assim como a dos conselheiros, disse a presidente do conselho do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), Sandra Guerra. "A antiga visão de estrutura dos conselhos, que engloba os processos, por exemplo, não é mais suficiente. Precisamos olhar mais de perto os conselhos de administração", afirmou, em evento em comemoração aos 20 anos da entidade.  

Segundo ela, uma das formas de aumentar a atenção em relação aos conselheiros é o estabelecimento de modelos de avaliação, o que também precisa ser informado ao acionista. "A melhor maneira de agentes internos e externos verem se esse conselho é eficaz é por meio da avaliação", destacou Sandra. "Mas o mercado é reticente a isso", completou.  

Para a presidente do conselho do IBGC, os conselhos das empresas têm a obrigação de fazer essa avaliação dos executivos e seria benéfico se esse processo fosse replicado também internamente. "É preciso usar uma metodologia robusta para o conselho fazer a sua própria avaliação", disse.  

Sandra explica que essa avaliação não pode ser superficial e é necessária, ainda que esse processo gere tópicos de melhoria do conselho, o que também deve ser passado aos acionistas. "Precisamos mostrar como foi a atuação do conselho ao longo do ano", destacou.  

Outro processo relevante, na visão da especialista, é a empresa apresentar ao mercado quais são, por exemplo, as competências requeridas do conselheiro, assim como o estilo do profissional. É importante ainda, disse, saber se os conselheiros têm tempo para se dedicar à atuação.  Sandra destacou que há muita expectativa nesse momento em relação a esse tema e que hoje vem ganhando destaque também a forma de composição dos conselhos. 

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