Cosan pretende reduzir número de empresas na Bolsa para três companhias

Com a reorganização, a Cosan Limited (CZZ) vai controlar as três empresas de negócios do grupo: gás, energia e logística

Altamiro Silva Júnior, Agência Estado

21 de novembro de 2014 | 20h51

NOVA YORK - A Cosan pretende reduzir o número de companhias abertas listadas na bolsa brasileira com o término do processo de reorganização de sua estrutura para três empresas, disse o diretor vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores (CFO) da empresa, Marcelo Eduardo Martins, em uma apresentação para investidores e analistas estrangeiros nesta sexta-feira.


"É nosso objetivo, nosso foco, reduzir o número de companhias listadas no Brasil, pois pode haver sobreposições", disse Martins. O executivo destacou, porém, que não é uma estratégia "que deve ocorrer do dia para noite". No final do processo de reorganização, a Cosan vai ter três negócios, distribuição de gás, logística e energia, com uma única ação listada em bolsa em cada um, disse Martins.


No caso dos negócios de gás, o objetivo é abrir o capital da empresa de distribuição no Novo Mercado na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Assim, a Cosan passaria a ter duas companhias listadas na bolsa no segmento, a Companhia de Distribuição de Gás e a Comgás. "A ideia é em algum momento discutir a migração dos acionistas da Comgás para a Companhia de Distribuição", disse Martins.


Pela estrutura apresentada no encontro, a Cosan Limited (CZZ) vai controlar as três empresas de negócios do grupo, gás, energia e logística, mas deve ser mais que uma administradora e pode fazer negócios e buscar parcerias. "A CZZ vai ter a habilidade de identificar oportunidades, guiar e investir", afirmou o diretor-presidente (CEO), Marcos Marinho Lutz.


Lutz ressaltou que a CZZ não será um private equity, como são chamados os fundos especializados em comprar participação em empresas. Mas ele disse que a CZZ tem como objetivo fazer negócios no futuro, incluindo buscar parcerias, como a que a Cosan fez no passado com a Shell, que criou a Raízen. "A CZZ vai ser o lugar onde os investidores podem esperar novos negócios", disse em sua apresentação.


"A nova infraestrutura vai nos permitir ser mais focados e mais eficientes", afirmou ele. Lutz avalia que apesar de 2015 prometer ser um ano cheio de desafios para o Brasil, as perspectivas para os próximos anos são positivas. No setor de gás natural, ele destacou a expectativa de a produção dobrar até 2020.

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