Crise na Petrobrás deve afetar crescimento do País, diz Gerdau

Ex-membro do conselho de administração da estatal, empresário afirmou que governança da companhia é tema 'complexo'

Laís Alegretti, Nivaldo Souza , O Estado de S. Paulo

19 de novembro de 2014 | 14h14

BRASÍLIA - O empresário e presidente da Câmara de Políticas de Gestão, Desempenho e Competitividade, Jorge Gerdau, afirmou que a Operação Lava Jato pode afetar investimentos e o crescimento. Gerdau disse ainda que a Petrobrás tem que recriar as condições para exercer seus grandes desafios de investimento. 

"O problema é o seguinte: as coisas todas têm de andar bem. Você não pode ter problemas importantes que nem estamos tendo, que afetem em menor ou maior escala o Congresso. Para ter plena eficiência, você tem que trabalhar procurando não ter problemas e nós, no momento, temos problema que tem que ser vencido", disse.   

Questionado sobre o período em que integrou o conselho de administração da Petrobrás, Gerdau disse que "os processos [de desvios de recursos] aconteceram a um nível executivo" e, perguntado se há problema de governança na estatal, respondeu: "o tema de governança na Petrobrás é muito complexo".  

Na segunda-feira, 17, a presidente da petroleira, Graça Foster, afirmou em teleconferência com analistas do mercado que a estatal pretende criar um departamento especializado em governança corporativa e compliance (área que verifica a conformidade das empresas às regras impostas por lei). A proposta, que surge após desvios de recursos prejudicarem o balanço da companhia, foi aprovada com unanimidade pelo conselho de de administração da empresa.

Ainda sobre as investigações, Gerdau disse que "indiscutivelmente" esse é tema que vai atingir processo político. "O Brasil precisa fazer avanços políticos importantes, como esse no campo de eficiência e competitividade, para retorno do crescimento. Então, a complexidade do processo político passa pelo Congresso e atinge o País todo", disse. "O setor público e o privado se compõem. Os dois andam conectados".   

Gerdau defendeu que Brasil tem espaço "fantástico" de investimento e que a infraestrutura deve ser peça-chave no crescimento econômico. "O investimento é uma consequência da perspectiva do cenário de crescimento", disse.

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