Nexto Investments
Nexto Investments

Empresário quer faturar R$ 500 mil com plataforma de governança

Concorrente da Boardvantage e da Diligent, sistema lançado por Eduardo Carone chegou a 250 usuários em Conselhos de Administração

Pedro Ladislau Leite, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2018 | 19h18

Para disputar os clientes das estrangeiras Boardvantage e Diligent nos Conselhos de Administração brasileiros, Eduardo Carone lançou em novembro do ano passado a plataforma digital Atlas Governance. Pouco menos de um ano depois, o negócio alcançou 250 conselheiros, levando o empreendedor a projetar um faturamento de R$ 96 mil para 2018.

No ano que vem, ele pretende quase quintuplicar as receitas, estimando um faturamento de R$ 459 mil em 2019. Entre seus clientes hoje estão a rede de lojas Riachuelo e a construtora Even.

Público

Formados por representantes de sócios e acionistas, os Conselhos de Administração têm como principal missão supervisionar o funcionamento das empresas. São compostos em média por sete cargos, segundo o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC), que representam a “cara” da companhia. Esses profissionais são um verdadeiro ativo para as empresas e devem transmitir o máximo de confiança aos investidores.

O que pouca gente percebe é que esses especialistas em seus respectivos mercados são, eles mesmos, um mercado. Em 2016, havia mais de dois mil assentos em conselhos desse tipo no País, também de acordo com o IBGC.

Há seis meses utilizando a Atlas, o presidente da Zatix Tecnologia Michel Levy destaca que a segurança, que inclui criptografia e identificação em marcas d’água, é um dos atrativos das plataformas voltadas para a governança corporativa.

“Os membros do conselho têm mais tranquilidade para trocar e arquivar informações confidenciais e estratégicas. Faz parte dessa transformação digital que estamos vivendo”, diz o executivo, que já presidiu a Saraiva e a Microsoft no Brasil.

“Eu via uma certa desorganização nos conselhos. Não era raro receber no dia anterior à reunião algumas centenas de páginas para ler”, conta Carone, que já passou por 19 Conselhos de Administração. “Além disso, depois era difícil de acompanhar a implementação das decisões”. Para atacar essas deficiências, a Atlas agenda os encontros e inclui os documentos na própria plataforma. Outro recurso é blue book, que consolida todos os arquivos anexados à reunião em um único documento.

Um dos principais desafios nesse mercado, conta Eduardo Carone, é não tornar o sistema excessivamente complexo. “O conselheiro em geral é mais velho, às vezes não se entende bem com tecnologia. Buscamos por isso a simplicidade de um iPhone”. Segundo o IBGC, a idade média nos Conselhos de Administração é de 57 anos. O pacote inicial da Atlas sai a R$ 18 mil por ano e permite o uso da plataforma por até 25 usuários.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.