Wilton Junior/Estadão
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Escritórios de advocacia dos EUA preparam ação coletiva contra a Vale

Advogados investigam se mineradora brasileira divulgou 'informações falsas' aos investidores, omitindo os riscos com a barragem de Brumadinho

Altamiro Silva Junior, O Estado de S.Paulo

28 de janeiro de 2019 | 16h12
Atualizado 29 de janeiro de 2019 | 11h08

Quatro escritórios norte-americanos de advocacia anunciaram nesta segunda-feira, 28, que pretendem entrar com ações coletivas contra a Vale na Justiça dos Estados Unidos após as perdas causadas aos investidores pelo rompimento da barragem da mineradora em Brumadinho (MG), na sexta-feira, 25.

"A Rosen Law está preparando uma ação coletiva para recuperar as perdas sofridas pelos investidores da Vale", afirma comunicado dos advogados enviado a investidores. O escritório afirma estar investigando se a mineradora brasileira pode ter "emitido ao público informações de negócios materialmente falsas". 

O escritório Tha Schall afirma estar investigando se a mineradora soltou "informações falsas e enganosas" aos investidores, que omitiam os riscos com a barragem e, por isso, burlam as regras do mercado acionário dos EUA.

Mais tarde, o Wolf Popper e o Bronstein, Gewirtz & Grossman anunciaram que pretendem abrir ação coletiva contra a Vale em Nova York.

Além das dezenas de mortos e do estragado ambiental, o comunicado do escritório ressalta que o American Depositary Receipt (ADR) da empresa - recibos de ações negociadas na Bolsa de Nova York - despencou após a notícias do acidente, caindo 8% na sexta e 16% na tarde desta segunda.

As ações ON da Vale também acumulavam perdas na tarde desta segunda na Bolsa de São Paulo, com queda de 23,92% às 15h47.

O ADR da Vale é nesta segunda-feira o papel mais negociado em toda a Bolsa de Nova York, com 84 milhões de negócios até as 14h45, superando grandes empresas americanas, como a General Eletric (40 milhões de negócios), PG&G (22 milhões) e Bank of America (21 milhões).

A Vale já foi alvo de dois processos semelhantes nos EUA em 2015 após o rompimento de barragem da Samarco em Mariana (MG). Na sexta-feira, analistas já haviam alertado o Estadão/Broadcast do risco de a companhia ser processado novamente nos EUA por causa do acidente. 

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