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Estudo aponta que empresas respeitam 59% dos códigos de governança

Levantamento realizado pela consultoria PwC indica que a quantidade de respostas 'sim' informadas pelas companhias no País ainda está longe da registrada em mercados mais maduros

Pedro Ladislau Leite, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2018 | 17h42

O prazo para entrega do Informe de Governança Corporativa venceu na última sexta-feira, 9, mas a maior parte das principais empresas do País já haviam registrado antes o documento na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Estudo feito pela PwC com base no material enviado por 85 empresas mostra que elas dizem cumprir 59% dos questionamentos do informe.

Em comparação à Inglaterra, onde o código de governança já existe há 20 anos, esse índice ainda é baixo. As empresas lá respondem “sim” a cerca de 98% das questões. Mesmo assim, Kieran McManus, sócio da PwC, avalia a taxa brasileira como “um bom sinal”, já que este é o primeiro ano de aplicação do código.

“Esse é um primeiro resultado, as empresas começam a se familiarizar com a elaboração do documento, vão se adequando e devemos ver progresso nos próximos anos”, avalia McManus. “Vale ressaltar que o estudo mostrou que quase todas as respostas que não foram positivas vieram com uma explicação, o que é bom em termos de transparência”.

O documento foi construído no modelo de "pratique ou explique", em que as empresas justificam os motivos da não adoção das práticas previstas no código.

Dos 54 questionamentos do informe, a proporção de respostas “não”  foi de 16%, de “parcial” foi 15%, e de “não se aplica”, de 10%.

Entre as empresas analisadas pela PwC, todas listadas no IBrX-100, índice com os cem ativos mais negociados do mercado de ações brasileiro, a que respondeu o maior número de respostas “sim” foi a Renner, com 47 (87% das questões).

Primeira empresa a entregar o informe à CVM, a Renner aprovou o material ainda no dia 18 de outubro, segundo Laurence Beltrão Gomes, diretor de relações com investidores da rede. O executivo destaca que um dos fatores que contribuíram para a conformidade da empresa foi a alteração do estatuto social da companhia, feita em março. "Nos últimos meses atualizamos os regimentos internos do conselho, da diretoria e dos comitês".

Na outra ponta, a empresa que aplicou o maior número de respostas “não” foi a EZTec, com 26 (48% das questões). O diretor financeiro e de relações com investidores da construtora, Emilio Fugazza, afirma que as negativas decorrem de uma exigência de formalização das práticas, o que está sendo implementado. "Prezamos pela governança, algo que é reconhecido por nossos acionistas, já que temos 18 mil pessoas físicas entre eles. Sabemos que é preemente melhorar e vamos apurar e sistematizar essas práticas", diz.

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