EUA investigam denúncias de corrupção contra a Petrobrás, diz consultoria

EUA investigam denúncias de corrupção contra a Petrobrás, diz consultoria

SEC e Departamento de Justiça americano investigam a estatal e outras empresas que prestam serviço à companhia

Mariana Sallowicz , O Estado de S. Paulo

17 de outubro de 2014 | 15h45

RIO - Um relatóriodivulgado nesta semana pela consultoria Arko Advice informa que oórgão regulador do mercado de capitais dos Estados Unidos, a SEC(Security Exchange Commission), e o Departamento de Justiçaamericano começaram a investigar as denúncias de corrupção naPetrobrás. Um time de 28 advogados e analistas dos órgãosamericanos estariam trabalhando no caso, que pode se estender àsempresas fornecedoras de serviços da estatal.

A companhia, quetem ADRs (recibos de ações negociados na Bolsa de Valores de NovaYork), deve seguir regras de governança estabelecidas pela SEC, quecorresponde nos EUA à Comissão de Valores Mobiliários (CVM). “Oscontroles se referem não somente às auditorias variadas, mas àobrigação de cumprir as normas antifraudes SOX (LeiSarbanes-Oxley)”, diz o relatório enviado para clientes, ao qualo Broadcast, serviço em tempo real da AgênciaEstado, teve acesso.

A Arko diz que asinvestigações apontam que a Petrobras “operou de formadesgovernada e submetida a interesses corruptos, conforme as delaçõesde Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da estatal, e dodoleiro Alberto Youssef”. Procurada, a SEC se recusou a comentar ocaso. As investigações costumam ser conduzidas em sigilo pelo órgãoamericano. A Petrobras não se posicionou sobre o tema.

Pelas conclusõespreliminares da SEC, o caso poderia se relacionar não apenas aomercado acionário, mas se transformar em questão criminal. Asprestadoras de serviços da Petrobrás podem ser convocadas paraprestar esclarecimentos. Também podem ser chamados para depor osenvolvidos nas denúncias. Há ainda a possibilidade de seremaplicadas multas.

De acordo com aconsultoria, os órgãos americanos estão preocupados em não vazaras conclusões preliminares em ambiente eleitoral, “devido a seupotencial desestabilizador”.

A reportagem tentoucontato, mas não obteve retorno dos responsáveis pelo relatório,entre eles, o fundador da Arko, Murillo de Aragão. O informe daconsultoria, que possui sede em Brasília, tem sete páginas e trazoutras informações, como a agenda política da semana.

A reportagem tentoucontato, mas não obteve retorno dos responsáveis pelo relatório,entre eles, o fundador da Arko, Murillo de Aragão. O informe daconsultoria, que possui sede em Brasília, tem sete páginas e trazoutras informações, como a agenda política da semana.

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