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Fundo de pensão de Ohio vê esquema 'incontestável' de corrupção na Petrobrás

Fundo dos funcionários públicos do Estado americano deseja liderar ação coletiva contra a estatal, por conta de prejuízo de US$ 50 mi; em comunicado, entidade afirmou que ação é uma forma de estimular que empresas adotem ou reforcem práticas de governança

Altamiro Silva Junior, O Estado de S. Paulo

19 Fevereiro 2015 | 19h20

NOVA YORK - Alegando prejuízo de US$ 50 milhões com aplicações na Petrobrás, o fundo de pensão dos funcionários públicos do Estado norte-americano de Ohio, Opers (na sigla em inglês) classifica as denúncias de corrupção na empresa como "incontestáveis" e quer ser o líder da ação coletiva aberta contra a empresa na Corte de Nova York.

"As acusações contra a Petrobrás são tão incontestáveis que não temos escolha a não ser tomar medidas em favor dos empregados e aposentados públicos de Ohio", afirma o procurador-geral do Estado, Mike DeWine, em um comunicado. "O procurador tem como responsabilidade avaliar se companhias e seus executivos (em que o fundo investe) estão fraudando os pensionistas de Ohio."


Para aumentar as chances de ser escolhido como líder da ação, em audiência que ocorre nesta sexta-feira, 20, o fundo de Ohio se juntou a outros dois fundos de pensão estaduais, um do Havaí e outro de Idaho. Juntos, eles argumentam que perderam até US$ 127 milhões por conta de aplicações em papéis da Petrobrás.

O comunicado de DeWine destaca que as denúncias de corrupção na Petrobrás provocaram perdas de "bilhões de dólares" para todos os acionistas e investidores da empresa e que a companhia brasileira precisará fazer ajustes contábeis significativos em seu balanço, por conta de valores inflados de ativos para esconder o recebimento de propinas de empresas como a Odebrecht e a SBM Offshore, de acordo com o documento.

"O Opers tem sido um participante ativo em litígios para defender seus membros e aposentados", afirma a diretora executiva do fundo, Karen Carraher, no mesmo comunicado. A ação judicial, ressalta ela, é uma forma de estimular que as empresas adotem ou reforcem suas práticas de governança corporativa. Além disso, é um jeito de buscar compensação por "comportamento fora da lei" das companhias. O fundo é representado na Corte de Nova York pelo escritório Kaplan Fox & Kilsheimer.

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