Governança da Petrobrás falhou, diz conselheiro

Representante dos acionistas minoritários da estatal, Mauro Cunha afirmou à CPI que investiga corrupção na estatal que manual de governança da companhia é "fantástico", mas só no papel

Daiene Cardoso, O Estado de S. Paulo

28 Abril 2015 | 16h32

BRASÍLIA - Em depoimento à CPI da Petrobrás, o ex-integrante do Comitê de Auditoria da estatal Mauro Cunha disse que o Conselho de Administração da Petrobrás não consegue enxergar atos isolados de corrupção. 

O conselheiro afirmou que o manual de governança da estatal é "fantástico", mas só no papel. "Essas estruturas falharam. A governança falhou. É preciso entender como", declarou.

Cunha foi o segundo depoente desta terça-feira, 28. Em sua oitiva, o conselheiro criticou a política de preços para combustíveis e a perda de valor de US$ 330 bilhões da empresa. Ele também atacou a falta de independência do Conselho, constituído em sua maioria por indicados pelo governo, o acionista majoritário. 

Segundo o conselheiro, há evidências de que o processo de investimento da companhia é falho. Ele revelou aos deputados que os projetos são aprovados pelo Conselho em grupo, o que seria uma brecha na governança da empresa. "Não me lembro de nenhum projeto individual chegar ao Conselho", comentou o conselheiro, cujo mandato termina amanhã. 

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