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Governo de MG está atento à crise na Usiminas, diz secretário

Segundo Helvécio Magalhães, secretário estadual de Planejamento e Gestão, siderúrgica precisa retomar 'seu papel importante dentro do segmento, resolvendo principalmente questões de governança'

Suzana Inhesta, O Estado de S. Paulo

29 Maio 2015 | 15h36

O secretário de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Helvécio Magalhães, disse que o governo estadual está atento à situação desfavorável da Usiminas. "O governador está atento, já fez interlocução com seus controladores. A empresa é patrimônio dos mineiros, já foi estatal, e precisa retomar seu papel importante dentro do segmento e no Estado, resolvendo principalmente suas questões de governança", disse, ressaltando que não há interesse do governo estadual de fazer aportes na companhia. "Até por que não temos recursos", falou.  

Nesta quinta-feira, 28, diante do cenário adverso para o setor industrial, principalmente para o mercado de aço, a empresa informou que pretende reduzir a jornada de trabalho para as áreas administrativas em um dia útil por semana, com redução de salário proporcional, por tempo indeterminado, mas seguindo prazos da lei.  Ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a empresa informou que 3 mil funcionários serão atingidos com a medida em todo o País. Entretanto, a proposta depende ainda de negociações com os sindicatos. A medida vem na sequência do anúncio de desligamento de dois alto-fornos, um em Cubatão (SP) e outro em Ipatinga (MG).

A empresa, desde o ano passado, ainda conta com a disputa societária entre seus controladores, a Nippon Steel e a Ternium-Technit.  Magalhães ainda comentou que o próprio governador e sua equipe estão, em conversas reservadas, reunindo as principais siderúrgicas do Estado.

Além da Usiminas, participam dessas reuniões, CSN e Gerdau. "Mesmo sem ser acionistas das empresas, queremos realinhar as empresas desse segmento que atuam em Minas. Elas têm que se modernizar e se relacionar com as nossas grandes mineradoras, principalmente a Vale, para diversificar atuação e ficarem mais competitivas no cenário internacional, já que o minério de ferro deverá ficar entre os US$ 45 e US$ 50/tonelada, mudando o padrão da economia do Estado", disse.  

O secretário não quis dar detalhes do que estaria sendo negociado entre as companhias, mas disse que o governo apenas está "cumprindo seu papel organizador e planejador da economia estadual" e "facilitando ambiente de negociações, quebrando o gelo entre as empresas".

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